Publicidade
SÃO PAULO – O dólar comercial se mantém em queda apesar da volta do nervosismo aos mercados, que não sustentaram a melhora apresentada pela manhã.
Os rumores de que o Federal Reserve estuda novas medidas para conter a crise no mercado de crédito e a expectativa de que a autoridade monetária promova mais um corte de juros não foram suficientes para aliviar as tensões dos investidores.
O noticiário corporativo externo renova o temor quanto aos problemas relacionados à desaceleração da economia norte-americana, principalmente no setor financeiro, após o Morgan Stanley ter anunciado que cerca de 7% de seus ativos se tornaram difíceis de ganhar valor e perderam liquidez.
Mercado interno
No plano doméstico, mais uma vez, a inflação segue no centro as atenções, depois que o IPCA, embora tenha ficado ligeiramente abaixo da variação de fevereiro, superou as expectativas contidas no último relatório Focus, reforçando projeções de aumento na taxa Selic na próxima semana.
Investimento estrangeiro
O mercado também esteve avaliando a informação de que o IED (Investimento Estrangeiro Direto) no país acumulou US$ 322,5 bilhões em estoque no ano passado, valor anual recorde. O dado consta de relatório divulgado pelo Banco Central, onde afirma que, na esteira do “desempenho favorável da economia brasileira”, o fluxo líquido de IED também foi recorde em 2007 com US$ 34,6 bilhões, o maior da série iniciada em 1947.
Acompanhe a cotação
O dólar comercial está sendo cotado a R$ 1,6870 na compra e R$ 1,6890
na venda, baixa de 0,41% em relação ao fechamento anterior.
Com a
variação desta quarta-feira, a moeda norte-americana registra queda de 3,60%
neste mês de abril e uma desvalorização de 4,90% desde o início do ano.
Dólar paralelo permanece em R$ 1,8800
Continua depois da publicidade
No mercado paralelo, a moeda norte-americana está sendo negociada a R$
1,8800, representando um ágio de 11,44%
em relação ao dólar comercial.