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SÃO PAULO – Os resultados trimestrais divulgados nesta quinta-feira (6) voltaram a vir abaixo do esperado pelo mercado, gerando novas tensões entre os investidores. Em resposta, o dólar opera em alta, impulsionado pelo pessimismo do dia.
Para tentar segurar a valorização da divisa norte-americana frente ao real, o Banco Central interveio mais uma vez com a realização de leilões de contratos de swap cambial tradicional. Dos 10 mil contratos ofertados, 8,640 mil foram absorvidos, movimentando um total de US$ 426,9 milhões.
Segundo Henrique Meirelles, as intervenções da autoridade monetária, entre os dias 19 de setembro e 5 de outubro, somam US$ 39,95 bilhões.
Uma das principais referências domésticas é a divulgação da ata da última reunião do Copom (Comitê de Política Monetária do Banco Central), realizada em 28 e 29 de outubro. A minuta revelou um colegiado dividido entre os riscos inflacionários e a crise externa.
Cena externa com ação de Bancos Centrais
A atenção dos mercados foi roubada pela reunião do BOE (Bank of England) e do BCE (Banco Central Europeu). Enquanto o colegiado britânico surpreendeu reduzindo em 150 pontos-base o juro básico agora de 3% ao ano, a outra autoridade seguiu o consenso dos analistas e cortou em 50 pontos-base a taxa anual vigente, levando-a para 3,25%.
No cenário corporativo, os desempenhos no terceiro trimestre da Toyota, Adidas, Cisco e News Corp assustaram os investidores. As varejistas norte-americanas Costco, GAP, Macy’s e Target também trouxeram vendas decepcionantes em outubro.
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Confira as cotações
O dólar comercial opera cotado a R$ 2,1780 na compra e R$ 2,1800 na venda, forte alta de 2,93% em relação ao fechamento anterior. No mercado paralelo, a moeda norte-americana opera negociada a R$ 2,2500, representando um ágio de 3,31% em relação ao dólar comercial.
Com esta alta, o dólar acumula valorização de 0,93% em novembro, frente à alta de 13,33% registrada no mês passado. No ano a valorização acumulada da moeda norte-americana já chega a 22,75%.
Dólar futuro na BM&F também opera em alta
Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em dezembro opera cotado a R$ 2.198, enquanto o contrato com vencimento em janeiro opera a R$ 2.200.