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SÃO PAULO – O dólar comercial opera em baixa desde a abertura, ante a expectativa de maior diferença entre as taxas de juro interna e externa e do otimismo que se prolonga desde a semana passada nos mercados internacionais.
O mercado de câmbio interpreta prováveis decisões de política monetária nos EUA e no Brasil. Nesta semana, a minuta referente à última reunião do Fed pode dar pistas sobre novos cortes no juro básico norte-americano. Além disso, a proximidade da reunião do Copom (Comitê de Política Monetária), marcada para 16 de abril, deixa em foco a chance de elevação da taxa Selic.
Caso este spread se acentue, o mercado interno deve receber maior investimento estrangeiro, que chega em busca de ganhos com operações de arbitragem e aumenta a entrada de divisas no país, favorecendo a alta do real.
Panorama
O plano corporativo se coloca em evidência em dia de agenda fraca nos Estados Unidos. Os destaque são as expectativas de aporte de US$ 5 bilhões pela financiadora Washington Mutual e as projeções da Merrill Lynch de que o pior da crise já ficou para trás.
No plano interno, a semana começa carregada por dados de peso, como o IGP-DI, que apontou aceleração da inflação em março. O relatório Focus demonstrou aumento nas projeções do mercado para o IPCA neste ano, além de expectativas maiores também para a taxa Selic. Já a balança comercial marcou um superávit de US$ 842 milhões na última semana.
Acompanhe a cotação
O dólar comercial está sendo cotado a R$ 1,6980 na compra e R$ 1,7000
na venda, baixa de 0,58% em relação ao fechamento anterior.
Com a
variação desta segunda-feira, a moeda norte-americana registra queda de 2,97%
neste mês de abril e uma desvalorização de 4,28% desde o início do ano.
Dólar paralelo permanece em R$ 1,9100
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No mercado paralelo, a moeda norte-americana está sendo negociada a R$
1,9100, representando um ágio de 12,49%
em relação ao dólar comercial.