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SÃO PAULO – O dólar comercial mantém a valorização no período da tarde desta quinta-feira (20) em sessão de cautela no mercado interno, mesmo diante da recuperação no cenário externo.
O recuo intenso nos preços das commodities nas últimas sessões afeta a confiança dos investidores em muitas das maiores empresas brasileiras, reduzindo o fluxo de investimentos estrangeiros para o país, bem como diminuindo a expectativa de entrada de dólares por meio das exportações.
A cotação da moeda norte-americana também reflete a reversão de posições vendidas na BM&F (Bolsa de Mercadorias e Futuros) e o desarme de operações de arbitragem.
Cenário externo
O anúncio de que as empresas estatais norte-americanas de financiamento, Fannie Mae e Freddie Mac, criaram linha de crédito de US$ 200 bilhões para hipotecas melhorou a percepção sobre o mercado imobiliário dos EUA, gatilho da atual crise. Dessa forma, investidores voltaram a apostar em ativos de risco.
Leilão do BC
O Banco Central (BC) segue com as atuações diárias no mercado de câmbio. Segundo comunicado do Depin (Departamento de Operações de Reservas Internacionais), a operação teve início às 12h41 e terminou às 12h51, e a taxa aceita foi de R$ 1,7404.
Acompanhe a cotação
O dólar comercial opera cotado a R$ 1,7380 na compra e R$ 1,7400
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na venda, forte alta de 1,10% em relação ao fechamento anterior. No mercado paralelo, a moeda norte-americana opera negociada a R$
1,9800, representando um ágio de 13,92%
em relação ao dólar comercial.
Com esta alta, o
dólar acumula valorização de 2,90% em março, frente
à baixa de 0,14% registrada no mês passado.
No ano a desvalorização acumulada da moeda norte-americana
já chega a 2,03%.