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SÃO PAULO – O dólar comercial segue operando em recuo, descolado do mercado interno, onde a realização de lucros predomina nesta terça-feira (2).
Os mercados norte-americanos contribuem para o sinal negativo do plano doméstico, depois que reverteram a trajetória de alta observada durante a manhã. Preocupações renovadas sobre a saúde do setor financeiro se sobrepuseram aos números fortes de encomendas da indústria nos Estados Unidos.
Copom e Fed
O mercado também opera sob ansiedade no primeiro dia da reunião do Copom (Comitê de Política Monetária), que anunciará na quarta-feira (4) a nova taxa básica de juro, atualmente em 11,75% ao ano. Boa parte dos analistas espera um aumento de 0,50 ponto percentual. Contudo, uma parcela não descarta um ajuste maior, de 0,75 ponto.
Enquanto no Brasil a expectativa é de aumento da Selic, nos EUA, o presidente do Federal Reserve sinalizou que os cortes no juro norte-americano podem ter alcançado um ponto de saturação.
Se a Fed Funds Rate for elevada nos próximos meses, o dólar pode recuperar, ao menos em parte, a força perdida frente às principais moedas internacionais, como euro e iene.
Acompanhe as cotações
O dólar comercial está sendo cotado a R$ 1,6250 na compra e R$ 1,6270 na venda, baixa de 0,37% em relação ao fechamento anterior. No mercado paralelo, a moeda norte-americana está sendo negociada a R$ 1,8600 na venda, representando um ágio de 14,46% em relação ao dólar comercial.
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Dólar futuro na BM&F
Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em julho está sendo cotado a R$ 1.639,
enquanto o contrato com vencimento em agosto é negociado a
R$ 1.650.