Dólar comercial segue em queda, com expectativa de aperto monetário maior

Moeda norte-americana mantém trajetória de depreciação face ao real, mesmo com movimento contrário em âmbito internacional

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SÃO PAULO – O dólar comercial amplia a queda nesta tarde, ainda derrubado pela noção de maior entrada de recursos no País devido ao alto diferencial de juro.

O relatório Focus, divulgado pela manhã, revelou que o mercado continua apostando na intensificação do aperto monetário doméstico, o que ampliaria ainda mais o diferencial de juros internos e externos.

A tendência não deve ser interrompida nem mesmo se o Federal Reserve iniciar uma elevação da taxa básica de juro nos Estados Unidos, porque, ainda assim, o juro pago no Brasil continuaria favorecendo o investimento estrangeiro em renda fixa, avaliam analistas do mercado.

Dólar no mundo

Por conta justamente da especulação sobre os próximos movimentos do Fed, o dólar em âmbito internacional apresenta comportamento diferente da taxa doméstica nesta segunda-feira (16).

Contra outras moedas, entre elas o euro, a divisa norte-americana ganha força, na medida em que agentes apostam que o Fed realizará um aperto monetário mais intenso que o Banco Central Europeu. A autoridade monetária européia já sinalizou o desejo de subir sua taxa de juro com vistas em combater pressões inflacionárias.

Acompanhe as cotações

O dólar comercial está sendo cotado a R$ 1,6240 na compra e R$ 1,6260 na venda, baixa de 0,61% em relação ao fechamento anterior. No mercado paralelo, a moeda norte-americana está sendo negociada a R$ 1,8300 na venda, representando um ágio de 12,68% em relação ao dólar comercial.

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Dólar futuro na BM&F

Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em julho está sendo cotado a R$ 1.633, enquanto o contrato com vencimento em agosto opera a R$ 1.645.