Dólar comercial segue em queda após mais um leilão de compra do Banco Central

Com permanência do cenário benéfico para a valorização do real, analistas já indicam dólar cotado a R$ 1,55

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SÃO PAULO – O dólar comercial segue no campo negativo e há pouco registrava baixa de 0,57%, cotado a R$ 1,5810 na venda nesta terça-feira (19), com o alívio nas pressões por conta do rebaixamento da perspectiva da dívida norte-americana, além de dados favoráveis sobre a economia global.

O Banco Central segue com sua rotina de atuações no mercado de câmbio e nesta sessão, já realizou leilão de compra de dólares no mercado à vista. A atuação da autoridade monetária se deu entre 12h25 e 12h30, com taxa de corte de R$ 1,5827.

Segundo os analistas da Prosper Corretora, “com fluxo reduzido, taxa de câmbio tem acompanhando exterior, mas o viés estrutural de valorização deve permanecer, com potencial de redução gradual do câmbio para níveis próximos de R$ 1,55/US$”.

Aversão ao risco perde fôlego
Na véspera, o dólar comercial fechou em alta por conta do aumento da aversão ao risco após o rebaixamento da perspectiva para a dívida norte-americana por parte da agência de classificação de risco Standard & Poor’s.

Entretanto, a repercussão negativa dessa notícia perde força nesta terça-feira. “o clima negativo se dissipa e podemos observar uma retomada de alguns ativos”, afirmam os analistas da Lerosa Investimentos.

Copom
Na agenda desta data, destaque para o primeiro dia da reunião do Copom (Comitê de Política Monetária). Por conta da forte pressão inflacionária que a economia brasileira enfrenta, a expectativa é de que o comitê decida por mais uma elevação do juro básico, com a maioria das apostas indicando aumento de 0,50 ponto percentual. Desta forma, a taxa Selic passaria de 11,75% para 12,25% ao ano.

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Tal decisão, entretanto, poderia trazer mais impulso de valorização para o real, uma vez que reforçaria o diferencial das taxas de juros brasileiras para os investidores estrangeiros. Outro dado que pode reforçar a expectativa por um aperto monetário é a divulgação da taxa de desemprego no País, que em março atingiu 6,5%, a menor da série histórica para o mês.

Dólar futuro na BM&F também opera em queda
Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em maio é cotado a R$ 1.581, baixa de 0,63% em relação ao fechamento de R$ 1.591 da última segunda-feira. O contrato com vencimento em junho, por sua vez, opera em baixa de 0,72%, atingindo R$ 1.590 frente a R$ 1.602 do fechamento de segunda-feira.