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SÃO PAULO – Diante do bom humor no mercado interno e da expectativa de elevação da taxa Selic, o dólar comercial segue em recuo nesta sessão.
O noticiário corporativo positivo e a agenda escassa de indicadores proporcionam um clima mais ameno de negociações no plano externo e abrem espaço para recuperação do mercado interno.
Inflação e Copom
Por aqui, o destaque fica por conta da nova elevação das projeções do mercado para o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), como demonstrou o relatório Focus. A média das expectativas mostrou a inflação oficial medida pelo índice levemente acima do teto da meta de 6,5% ao ano, determinada pelo CMN (Conselho Monetário Nacional).
Além disso, a aproximação da decisão do Copom (Comitê de Política Monetária), que se reúne de terça a quarta-feira para atualizar a taxa básica de juro, alimenta a expectativa de ingresso de capital externo nas aplicações de renda fixa no País.
Balança comercial
Investidores também analisam dados do saldo comercial brasileiro, divulgados pelo Ministério do Desenvolvimento nesta segunda-feira (21), que vem apresentando retração das exportações.
O superávit da balança comercial caiu para US$ 459 milhões na terceira semana de julho, resultado de exportações de US$ 4,36 bilhões e importações de US$ 3,9 bilhões.
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Na semana anterior, o superávit havia apresentado o segundo melhor resultado do ano, com US$ 1,22 bilhão, atrás apenas do saldo da segunda semana de maio (US$ 1,47 bilhão).
Acompanhe as cotações
O dólar comercial está sendo cotado a R$ 1,5830 na compra e R$ 1,5850 na venda, baixa de 0,25% em relação ao fechamento anterior. No mercado paralelo, a moeda norte-americana está sendo negociada a R$ 1,7000 na venda, representando um ágio de 7,39% em relação ao dólar comercial.
Dólar futuro na BM&F também opera em queda
Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em agosto está sendo cotado a R$ 1.586, enquanto o contrato com vencimento em setembro opera a 1.598.