Dólar comercial segue em leve queda e opera cotado a R$ 1,716

Moeda segue na esteira do otimismo internacional; Bancos Centrais podem aceitar redução de rentabilidade de títulos gregos

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SÃO PAULO – O dólar comercial opera nesta sexta-feira (17) em leve queda de 0,17%, cotado a R$ 1,716, mesmo movimento registrado na abertura do dia. A moeda segue na esteira do maior otimismo que toma conta dos mercados que vibram com a possibilidade de a Grécia não declarar default. O segundo pacote de resgate ao país já estaria sendo ajustado em Bruxelas para acomodar uma maior dificuldade dos gregos em regressar a níveis econômicos sustentáveis até 2020.

Corroborando para o cenário, o BCE (Banco Central Europeu) estaria estudando a possibilidade de permitir que o portfólio de investimentos de títulos gregos dos bancos centrais da Zona do Euro também fiquem sujeitos à mesma redução de valor que o setor privado assumirá, segundo a imprensa internacional.

Assim, no câmbio internacional a moeda também aponta queda frente ao euro (-0,21%), à libra (-0,05%) e ao franco suíço (-0,03%), valorizando-se apenas diante do iene (+0,6%).

Indicadores
Na agenda doméstica, a FGV (Fundação Getulio Vargas) mostrou a segunda prévia de fevereiro do IGP-M (Índice Geral de Preços Mercado), com deflação de 0,11%. Já o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) revelou o IPCA-15 (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) de fevereiro, com uma desaceleração da inflação para 0,53%. O instituto também mostrou que a taxa de desemprego brasileira terminou janeiro em 5,5%, contra 6,1% no ano anterior.

Nos EUA, foi revelado o indicador de inflação CPI (Consumer Price Index), que apresentou uma alta de 0,2% em janeiro, contra projeção de avanço de 0,3%. O Core CPI, que exclui os custos relativos à alimentação e energia, também terminou o mesmo período 0,2% maior, ante expectativa de 0,1% de inflação.

Por fim, os investidores acompanham o Leading Indicators, relatório que compreende vários índices já divulgados, e que apresentou uma alta de 0,4% em janeiro, levemente abaixo das projeções dos analistas, que giravam em torno de 0,5% de alta.