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SÃO PAULO – Após ultrapassar o patamar de R$ 1,80 na última sessão, o dólar comercial inverte a trajetória nesta sexta-feira (12). A expressiva queda observada até agora é resposta ao aumento nos preços das commodities e a novas percepções acerca do Lehman Brothers. O desempenho negativo também se dá frente às principais divisas globais, como euro, libra esterlina e franco suíço.
O cenário positivo no mercado de matérias-primas beneficia boa parte das blue chips listadas na Bovespa, o que favorece a entrada de capital estrangeiro na bolsa brasileira.
Os rumores sobre possível venda do Lehman Brothers, o quarto maior banco de investimentos dos Estados Unidos, voltam a acalmar os ânimos dos investidores. Os boatos são de que o chefe-executivo Richard Fuld já está em busca de novos interessados em comprar a empresa.
Indicadores norte-americanos
A agenda dos EUA teve manhã bastante movimentada nesta sexta-feira. A divulgação do relatório do PPI (Producer Price Index) mostrou que a inflação do país caiu 0,9% em agosto, enquanto as vendas no varejo, medidas no Retail Sales, se retraíram em 0,3% no oitavo mês do ano.
A preliminar do Michigan Sentiment, que mede a confiança dos consumidores na economia dos Estados Unidos, apontou 73,1 pontos em setembro, superando tanto o registrado no mês anterior (63 pontos), quanto as expectativas do mercado (64 pontos).
Siga as cotações
O dólar comercial opera cotado a R$ 1,7830 na compra e R$ 1,7850 na venda, forte baixa de 1,82% em relação ao fechamento anterior. No mercado paralelo, a moeda norte-americana opera negociada a R$ 1,9500, representando um ágio de 9,37% em relação ao dólar comercial.