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SÃO PAULO – O dólar comercial dá seqüência ao comportamento observado desde a abertura e opera em recuo nesta tarde.
O dólar não acompanha o movimento pessimista do mercado interno, e responde ao clima de menor desconfiança quanto ao desenrolar da crise norte-americana depois que as vendas pendentes de casas no país subiram em abril, surpreendendo investidores.
Fatores de influência
Miriam Tavares, diretora de câmbio da corretora AGK, avalia que os fatores que continuarão a impulsionar a alta do real são o alto diferencial de juros a favor do Brasil, a expectativa de aumento das captações externas depois do grau de investimento, maiores ingressos em investimentos diretos e os preços das commodites em patamares elevados.
“Por outro lado, as perspectivas de um cenário econômico de longo prazo pessimista devem conter uma valorização mais expressiva da moeda brasileira”, contrapõe a diretora da AGK.
Leilão do BC
O Banco Central realizou leilão de compra de dólares no mercado à vista entre 11h52 e 12h02, de acordo com comunicado do Depin (Departamento de Operações de Reservas Internacionais). A taxa aceita ficou em R$ 1,6239.
Acompanhe as cotações
O dólar comercial está sendo cotado a R$ 1,6260 na compra e R$ 1,6280 na venda, baixa de 0,37% em relação ao fechamento anterior. No mercado paralelo, a moeda norte-americana está sendo negociada a R$ 1,8400 na venda, representando um ágio de 13,16% em relação ao dólar comercial.
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Dólar futuro na BM&F
Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em julho está sendo cotado a R$ 1.636,
enquanto o contrato com vencimento em agosto é negociado a R$ 1.648.