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SÃO PAULO – O dólar comercial opera em leve baixa, muito próximo à estabilidade, reagindo a forças opostas, nesta quinta-feira (15).
Se por um lado o bom-humor nos mercados e o fluxo positivo de entrada de recursos no plano doméstico ajudam na depreciação da moeda norte-americana, por outro, investidores se mantêm cautelosos diante da possibilidade de uma atuação mais firme do governo no mercado de câmbio com o objetivo de compor o fundo soberano nacional.
Cenário externo
O setor industrial norte-americano mostrou recuo de atividade nos meses de abril e maio, segundo o NY Empire State Index, Capacity Utilization e Industrial Production. Mas tais números podem significar uma extensão da flexibilização monetária aplicada pelo Federal Reserve, principalmente após o arrefecimento das pressões inflacionárias.
Com isso, investidores se animam em Wall Street e contagiam os mercados globais. Em adição, um afrouxamento monetário nos EUA alargaria ainda mais o diferencial com o juro praticado no Brasil, onde o aperto monetário prevalece, e aumenta a perspectiva de entrada de dólares no País via operações de arbitragem.
Leilão do BC
O Banco Central realizou leilão de compra de dólares no mercado à vista, entre 11h40 e 11h50, de acordo com comunicado do Depin (Departamento de Operações de Reservas Internacionais). A taxa aceita ficou em R$ 1,6602.
Acompanhe as cotações
O dólar comercial está sendo cotado a R$ 1,6560 na compra e R$ 1,6580
na venda, baixa de 0,30% em relação ao fechamento anterior.
Com a
variação desta quinta-feira, a moeda norte-americana registra queda de 0,30%
neste mês de maio e uma desvalorização de 6,64% desde o início do ano.
Dólar paralelo permanece em R$ 1,8800
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No mercado paralelo, a moeda norte-americana está sendo negociada a R$
1,8800, representando um ágio de 13,53%
em relação ao dólar comercial.