Publicidade
SÃO PAULO – O dólar comercial segue no campo positivo e sobe 0,06%, cotado a R$ 1,6980 na venda, com o mercado avaliando os dados sobre o fluxo cambial brasileiro e indicadores norte-americanos, além de repercutir a crise européia e a decisão da reunião do Fomc (Federal Open Market Commitee) na sessão anterior.
No Brasil, o fluxo cambial das primeiras duas semanas de dezembro – 8 dias úteis – foi deficitário em US$ 32 milhões. Ainda segundo os dados do Banco Central, as reservas internacionais da autoridade monetária acumulavam o montante de US$ 286,126 bilhões na última sexta-feira.
Dados dos EUA melhores que o esperado
Mais cedo, às 11h30, o Departamento de Trabalho dos EUA divulgou dados referentes à inflação ao consumidor no mês de novembro, quando foi registrada taxa de 0,1%, ficando abaixo da projeção do mercado de 0,2%. O índice desconsiderando os itens mais voláteis, como energia e alimentação, também registrou alta de 0,1%, ficando em linha com as projeções do mercado.
O resultado pode ser considerado positivo, uma vez que o Federal Reserve estaria em busca de uma trajetória de estabilidade dos preços. Segundo o analista Rudy Narvas, do Société Générale, “o Fed está bastante preocupado que a inflação continue numa tendência de queda e que eles devem defender a estabilidade dos preços do potencial de queda”.
Na mesma linha, o indicador de atividade industrial em Nova York teve acentuada alta em dezembro e também ficou acima das projeções do mercado, registrando 10,57 pontos ante expectativa de 3 pontos positivos. No mês anterior, o indicador havia registrado 11,14 pontos negativos.
De modo semelhante, o indicador de produção industrial dos EUA apresentou alta de 0,4% em novembro, enquanto que as projeções do mercado indicavam alta de 0,3%. Em outubro, o resultado foi negativo em 0,2%. A capacidade industrial utilizada atingiu 75,2%, nível acima das projeções do mercado, de 75,0%, e acima também do resultado de outubro, de 74,9%.
Continua depois da publicidade
Repercussão do Fomc
Na última sessão, a reunião do Fomc, comitê responsável pela elaboração da política monetária norte-americana, decidiu pela manutenção tanto da taxa básica de juro como também dos programas de estímulo econômico.
Segundo os analistas da Prosper Corretora, embora essa decisão pudesse gerar pressão de queda do dólar, esse efeito estaria “sendo amenizado ou mesmo compensado pela melhoria gradual dos indicadores da atividade econômica”. O ritmo lento de recuperação da taxa de desemprego em 2011 também já estaria precificado pelo mercado.
Espanha preocupa
Os investidores também repercutem a crise fiscal européia, que nesta manhã ganhou novo impulso com a notícia de que a agência de risco Moody’s colocou em revisão – para possível rebaixamento – o rating de crédito da Espanha.
Continua depois da publicidade
Dólar futuro na BM&F
Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em janeiro é cotado a R$ 1,704, estável em relação ao fechamento da última segunda-feira. O contrato com vencimento em fevereiro, por sua vez, opera em leve alta de 0,06%, atingindo R$ 1,717 frente a R$ 1,717 do fechamento de segunda-feira.