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SÃO PAULO – O dólar comercial mantém trajetória de alta, apesar da recuperação vista no mercado interno, sofrendo pressão por ajuste após cair à cotação mínima em nove anos na semana passada.
Enquanto na cena externa o clima ainda é de tensão, reforçada por projeção do FMI (Fundo Monetário Internacional) de que os desdobramentos da crise subprime devem se prolongar, no plano doméstico as blue chips atraem investimentos e sustentam a Bolsa em território positivo.
Focus e saldo comercial
Mais cedo, o Banco Central publicara o relatório Focus, que mostrou projeções mais elevadas para a inflação de 2008, mesmo com a recente revisão para 13% na Selic.
Também em destaque, o saldo comercial acumulado no ano já chega a US$ 14,777 bilhões, valor 37,1% inferior ao apontado no mesmo período de 2007. A média das exportações diárias cresceu 26,9%, na mesma base de comparação.
Ainda em torno das contas externas, a nota do setor externo do Banco Central mostrou redução do superávit no balanço de pagamentos, apesar do recorde no investimento estrangeiro direto.
Leilão do BC
O Banco Central realizou leilão de compra de dólares no mercado de câmbio à vista. De acordo com comunicado do Depin (Departamento de Operações de Reservas Internacionais) a operação começou às 11h54 e terminou às 12h04. A taxa aceita foi de R$ 1,5742.
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Acompanhe as cotações
O dólar comercial está sendo cotado a R$ 1,5740 na compra e R$ 1,5760 na venda, alta de 0,19% em relação ao fechamento anterior. No mercado paralelo, a moeda norte-americana está sendo negociada a R$ 1,7200 na venda, representando um ágio de 9,28% em relação ao dólar comercial.
Dólar futuro na BM&F também opera em alta
Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em agosto está sendo cotado a R$ 1.577, enquanto o contrato com vencimento em setembro, opera a R$ 1.588.