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SÃO PAULO – Depois de seis desvalorizações consecutivas e de atingir o seu menor patamar em cinco anos na sessão anterior, o dólar comercial avançou nesta sexta-feira, voltando a operar na casa dos R$ 2,12.
O baixo patamar da moeda, que chegou a ser cotada na casa dos R$ 2,10, atraiu compradores e motivou um movimento de recuperação nesta sexta-feira.
Além disso, as tensões no cenário político contribuíram para a valorização do dólar, em meio aos questionamentos quanto à continuidade de Antonio Palocci à frente do Ministério da Fazenda.
BC comprou dólares no mercado à vista
Outro fator relevante para a valorização da divisa norte-americana nesta sexta-feira foi o leilão de compra de dólares no mercado à vista feito pelo Banco Central no final da tarde.
Segundo operadores de mercado, o banco teria aceitado 13 propostas, com taxa de corte de R$ 2,1165. Após a operação, a moeda manteve a alta.
Dólar comercial se recupera
O dólar comercial fechou cotado a R$ 2,1230 na compra e R$ 2,1250
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na venda, forte alta de 0,81% em relação ao fechamento anterior. No mercado paralelo, a moeda norte-americana encerrou o dia negociada a R$
2,2500, representando um ágio de 5,98%
em relação ao dólar comercial.
Apesar desta alta, o
dólar acumula desvalorização de 0,75% em março, frente
à baixa de 1,65% registrada no mês passado.
No ano a desvalorização acumulada da moeda norte-americana
já chega a 8,52%.
Dólar futuro na BM&F
também fechou em alta
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Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em abril
encerrou o dia cotado a R$ 2.135,
alta de 0,71% em relação ao fechamento
de R$ 2.120
da última quinta-feira. O contrato com vencimento em maio, por sua vez, fechou em forte alta de 0,82%,
atingindo R$ 2.151 frente
à R$ 2.133 do fechamento de
ontem.
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Já o dólar pronto, que é a referência para a moeda norte-americana na BM&F fechou esta sessão cotado a R$ 2,1260.
Curva de FRA de cupom cambial
O FRA de cupom cambial, Forward Rate Agreement, referência para o juro em dólar no Brasil, fechou a 4,40% para maio de 2006, queda de 0,03 ponto percentual em relação à cotação de ajuste da sessão anterior. Já o contrato referente a janeiro de 2007, encerrou a 4,77%, queda de 0,05 ponto percentual em relação ao fechamento da sessão anterior.