Dólar comercial se recupera após duas quedas e fecha com alta de 0,35%

Tendência foi solidificada após BC voltar a intervir no câmbio; eventos dos EUA alimentaram a apreensão dos investidores

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SÃO PAULO – Após duas sessões seguidas de queda, o dólar comercial reagiu bem ao clima de cautela instaurado nos mercados e fechou esta terça-feira (17) com valorização de 0,35%, cotado a R$ 1,717 na venda. A tendência ascendente da moeda chegou a perder força no final da manhã, mas nova intervenção do Banco Central contribuiu para solidificar a alta.

Voltando a realizar suas costumeiras operações no câmbio, a autoridade monetária comprou dólares no mercado à vista através de leilão. Segundo o Depin (Departamento de Operações de Reservas Internacionais), a operação teve início às 12h28 e terminou às 12h38 (horário de Brasília). A taxa aceita ficou em R$ 1,7137.

Na pauta econômica, sinais emitidos pelos Estados Unidos acenderam o alerta dos investidores em torno do processo de recuperação da economia. Em discurso realizado na noite da sessão anterior, o presidente do Federal Reserve, Ben Bernanke, demonstrou cautela ao falar sobre o cenário macroeconômico, citando que “desafios significativos permanecem” e “o desemprego está muito alto”.

Ainda na principal economia do mundo, a agenda de indicadores serviu para reforçar as expectativas nada otimistas de Bernanke. A atividade industrial do país, medida pelo Industrial Production, registrou leve avanço de 0,1% em outubro, enquanto analistas esperavam crescimento em torno de 0,4%.

Panorama doméstico

Voltando para o front interno, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, voltou a prometer novas medidas para estimular a competitividade das exportações brasileiras, severamente impactadas por conta da valorização do real frente às divisas internacionais.

“A indústria brasileira tem muita competência, capacidade. Mas nós temos uma desvantagem cambial”, disse Mantega, em evento realizado na CNI (Confederação Nacional da Indústria).

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Ainda por aqui, o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, falou sobre a possibilidade de ocupar o cargo máximo da autoridade monetária até o final de 2010, ao invés de se retirar durante março para a disputa de um cargo político. Segundo Meirelles, a manutenção na cadeira do BC até o fim do ano que vem foi um pedido do presidente Lula.

Dólar a R$ 1,717

O dólar comercial fechou cotado a R$ 1,7150 na compra e R$ 1,7170 na venda, alta de 0,35% em relação ao fechamento anterior. No mercado paralelo, a moeda norte-americana encerrou o dia negociada a R$ 1,8300, representando um ágio de 6,71%
em relação ao dólar comercial.

Apesar desta alta, o dólar acumula desvalorização de 2,39% em novembro, frente queda de 0,85% registrada no mês passado.

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No ano, a desvalorização acumulada da moeda norte-americana
já chega a 26,53%.

Dólar futuro também em alta

Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em dezembro
encerrou o dia cotado a R$ 1.722,
alta de 0,20% em relação ao fechamento
de R$ 1.718

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da última segunda-feira. O contrato com vencimento em janeiro, por sua vez, fechou em alta de 0,46%,
atingindo R$ 1.733 frente
à R$ 1.725 do fechamento da véspera.

O dólar pronto, que é a referência para a moeda norte-americana na BM&F Bovespa, registrava R$ 1,7155000.

FRA de cupom cambial

Por fim, o FRA de cupom cambial, Forward Rate Agreement, referência para o juro em dólar no Brasil, fechou a 0,78% para janeiro de 2010, 0,11 ponto acima em relação ao fechamento anterior.