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SÃO PAULO – Ganhando forças em meio ao clima de incerteza nos mercados, o dólar comercial fechou esta quarta-feira (14) com alta de 0,63%, sendo cotado na venda a R$ 1,764. Durante a manhã, indicadores econômicos pessimistas ofuscaram o bom humor visto na sessão anterior. Já durante a tarde, o tom da ata do Fed só ajudou a alimentar os mercados com mais volatilidade.
Diante desse cenário de maiores incertezas acerca da recuperação da economia global, a moeda norte-americana acaba ganhando mais visibilidade como investimento, tendo em vista seu caráter conservador. Dessa forma, as cotações da divisa acabam sendo impulsionadas tendo em vista a maior demanda por parte dos investidores.
Fluxo cambial e compras de dólares
Como normalmente ocorre em toda quarta-feira, o Banco Central do Brasil divulgou o resultado do fluxo cambial, mostrando que a entrada de dólares no País foi superada pela saída em US$ 1,237 bilhão nos primeiros 9 dias de julho. Com isso, o superávit de 2010 diminuiu para US$ 2,127 bilhões.
Além disso, a autoridade monetária mostrou que foram adquiridos US$ 518 milhões no mercado cambial à vista por meio de suas intervenções diárias, totalizando desde o início desse ciclo – em maio de 2009 – um montante de US$ 42,062 bilhões. Principal destino desses dólares adquiridos, as reservas internacionais do País contabilizavam US$ 254,6 bilhões até a última sexta-feira (9).
E por falar nestas intervenções, o BaCen realizou uma nova compra nesta quarta-feira. A operação foi realizada entre as 15h20 e as 15h30 (horário de Brasília), tendo uma taxa de corte aceita em R$ 1,767.
Ata do Fed não anima mercados
Se a instabilidade já reinava nos mercados durante, a divulgação da ata da última reunião do Federal Reserve, o banco central norte-americano, não ajudou a mudar esse cenário. Os membros do comitê revelaram que o ritmo de recuperação dos EUA tem caminhado mais lentamente do que era esperado. Diante disso, as projeções de crescimento para 2011 e 2012 foram revisadas para baixo, ao passo que a expectativa para a taxa de desemprego no ano que vem foi elevada.
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As informações contidas na ata do Fed trouxeram ainda mais preocupações aos investidores, que durante a manhã viram as vendas de varejo dos Estados Unidos cair mais do que o esperado em junho e os estoques das empresas do país aumentarem menos do que se esperava em maio. Já na Europa, além do rebaixamento dos ratings de bancos portugueses, a produção industrial da Zona do Euro subiu menos do que o previsto na passagem de abril para maio.
Dólar a R$ 1,764
O dólar comercial fechou cotado a R$ 1,7620 na compra e R$ 1,7640 na venda, alta de 0,63% em relação ao fechamento anterior. Apesar desta alta, o dólar acumula desvalorização de 2,22% em julho, frente à baixa de 0,93% registrada no mês passado. No ano a valorização acumulada da moeda norte-americana já chega a 1,31%.
Dólar futuro na BM&F também fechou em alta
Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em agosto encerrou o dia cotado a R$ 1.767, alta em relação ao fechamento de R$ 1.761 da última terça-feira. O contrato com vencimento em setembro, por sua vez, fechou em alta de 0,37%, atingindo R$ 1.780 frente à R$ 1.773 do fechamento de ontem.
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O dólar pronto, que é a referência para a moeda norte-americana na BM&F Bovespa, registrava R$ 1,7645000.
FRA de cupom cambial
Por fim, o FRA de cupom cambial, Forward Rate Agreement, referência para o juro em dólar no Brasil, fechou a 2,12 para setembro de 2010, 0,09 ponto percentual acima do que registrado no fechamento anterior.