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SÃO PAULO – O dólar comercial encerrou em queda pela segunda sessão consecutiva nesta quarta-feira (12), após ter operado durante boa parte do dia em avanço.
A notícia de que o governo vem trabalhando para reforçar as exportações brasileiras, com medidas que poderiam afetar o câmbio, não foi suficiente para manter a divisa em território positivo.
A corretora de câmbio NGO afirma, em análise feita por Sidney Moura, que “a taxa de câmbio no país não vem sendo determinada pelo fluxo cambial e sim pela elevada contaminação do mercado de derivativos com arbitragens de dólares versus reais”.
O mercado local também sofre a influência positiva da divulgação do PIB (Produto Interno Bruto) de 2007. Segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), o crescimento da economia brasileira no ano passado foi de 5,4% em relação a 2006.
Medidas de estímulo à exportação
O ministro da Fazenda, Guido Mantega, não quis comentar se existem planos de fortalecer o real, mas confirmou que o governo vai anunciar medidas de estímulo, em especial para a exportação de manufaturados. O dia do anúncio não foi divulgado, mas o mercado trabalhou com a possibilidade de que o governo reporte as medidas após o pregão.
Uma das mudanças que poderiam ser anunciadas é a de cobertura cambial, que beneficiaria as empresas exportadoras ao permitir que mantenham parcelas maiores de sua receita no exterior.
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Clima de negócios ameno ajudou
A ação conjunta de bancos centrais para dar maior liquidez aos mercados e impulsionar a concessão de crédito ainda tem boa repercussão e ajudou a manter um clima mais ameno no cenário externo.
Leilão do BC
O Banco Central (BC) realizou leilão de compra no mercado à vista, das 12h10 às 12h20. A taxa aceita ficou em R$ 1,6783.
Confira as cotações
O dólar comercial fechou cotado a R$ 1,6720 na compra e R$ 1,6740
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na venda, baixa de 0,53% em relação ao fechamento anterior. No mercado paralelo, a moeda norte-americana encerrou o dia negociada a R$
1,9500, representando um ágio de 16,63%
em relação ao dólar comercial.
Com esta queda, o
dólar acumula desvalorização de 1,01% em março, frente
à baixa de 0,14% registrada no mês passado.
No ano a desvalorização acumulada da moeda norte-americana
já chega a 5,74%.
Dólar futuro na BM&F
também fechou em queda
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Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em abril
encerrou o dia cotado a R$ 1.679,
baixa de 0,53% em relação ao fechamento
de R$ 1.688
da última terça-feira. O contrato com vencimento em maio, por sua vez, fechou em forte baixa de 0,76%,
atingindo R$ 1.687 frente
à R$ 1.700 do fechamento de
terça-feira.
Já o dólar pronto, que é a referência para a moeda norte-americana na BM&F, fechou esta sessão cotado a R$ 1,6740.
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Curva de FRA de cupom cambial
O FRA de cupom cambial, Forward Rate Agreement, referência para o juro em dólar no Brasil, fechou a 4,60% para maio de 2008, avanço de 0,19 ponto percentual em relação à cotação do último ajuste.