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SÃO PAULO – O dólar comercial fechou em alta novamente nesta terça-feira (11), em movimento de aversão ao risco dos investidores. Mantendo sinal positivo durante toda a sessão, a cotação foi impulsionada pelo pessimismo externo, que ganhou forças mesmo com feriado norte-americano.
Para tentar segurar a valorização da divisa norte-americana frente ao real, o Banco Central interveio mais uma vez com a realização de leilões de contratos de swap cambial tradicional. Dos 10 mil contratos ofertados, apenas 2,9 mil foram absorvidos, movimentando um total de US$ 143,7 milhões.
Pessimismo externo
O pessimismo não deu folga aos investidores, mesmo sendo feriado nos EUA. Na Europa, dados sobre o mercado imobiliário britânico preocuparam registrando novo recorde negativo nas vendas – as menores em pelo menos os últimos 30 anos.
Para obscurecer mais o cenário, o BCE (Banco Central Europeu) aumentou as tensões com declarações que sinalizavam redução em suas estimativas de crescimento para os países da zona do euro.
A Ásia também deu sinais de que está sendo afetada pela crise. As exportações chinesas avançaram 19,2% em outubro, o menor crescimento dos últimos quatro meses. No Japão, o pessimismo cresceu com a notícia de que em outubro houve o maior número de falências dos últimos cinco anos.
Inflação doméstica
Na agenda de divulgação de indicadores, o único relevante foi o IPC (Índice de Preços ao Consumidor) da Fipe. O medidor registrou uma aceleração na inflação da cidade de São Paulo durante a primeira semana do mês, tendo alta de 0,57%. A variação foi a maior registrada desde junho.
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Confira as cotações
O dólar comercial fechou cotado a R$ 2,2220 na compra e R$ 2,2240 na venda, forte alta de 1,37% em relação ao fechamento anterior. No mercado paralelo, a moeda norte-americana encerrou o dia negociada a R$ 2,3000, representando um ágio de 3,51% em relação ao dólar comercial.
Com esta alta, o dólar acumula valorização de 2,96% em novembro, frente à alta de 13,33% registrada no mês passado. No ano a valorização acumulada da moeda norte-americana já chega a 25,23%.
Dólar futuro na BM&F também fechou em alta
Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em dezembro encerrou o dia cotado a R$ 2.242, forte alta em relação ao fechamento de R$ 2.189 da última segunda-feira. O contrato com vencimento em janeiro também teve forte alta, atingindo R$ 2.250 frente à R$ 2.210 do fechamento de segunda-feira.
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O dólar pronto, que é a referência para a moeda norte-americana na BM&F Bovespa, registrava R$ 2,2240000.
Curva de FRA de cupom cambial
O FRA de cupom cambial, Forward Rate Agreement, referência para o juro em dólar no Brasil, fechou a 4,69% para dezembro de 2008, 0,09 ponto percentual acima do fechamento anterior.