Dólar comercial resiste a virada de humor nos mercados e opera em baixa

Crise de crédito volta a incomodar após Lehman Brothers dizer que seguradoras de bônus necessitarão de US$ 75 bilhões

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SÃO PAULO – A despeito da virada de humor nas horas finais de negociação, o dólar comercial segue em baixa.

A crise de crédito volta a incomodar após o banco de investimentos Lehman Brothers divulgar projeções de que as seguradoras de bônus Fannie Mae e Freddie Mac necessitarão de US$ 75 bilhões para se capitalizar. Os papéis de ambas operam com fortes perdas.

As referências internas contam com a divulgação do saldo comercial e das expectativas do mercado contidas no relatório Focus. As expectativas de analistas para a inflação oficial em 2008 subiram pela 15ª semana consecutiva e passaram de 6,3% para 6,4%.

Com este patamar, a previsão praticamente encosta no teto da meta de inflação estabelecida para 2008, que é de 6,5%. Investidores também analisam o saldo da balança comercial do Brasil, que foi positivo na primeira semana de julho, em US$ 305 milhões, 67,09% menor que o registrado no mesmo período do ano passado.

Acompanhe as cotações

O dólar comercial está sendo cotado a R$ 1,6010 na compra e R$ 1,6030 na venda, baixa de 0,31% em relação ao fechamento anterior. No mercado paralelo, a moeda norte-americana está sendo negociada a R$ 1,7300 na venda, representando um ágio de 8,06% em relação ao dólar comercial.

Dólar futuro na BM&F também opera em queda

Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em agosto está sendo cotado a R$ 1.613,
baixa de 0,22% em relação ao fechamento
de R$ 1.617
da última sexta-feira. O contrato com vencimento em setembro, por sua vez, opera
em baixa de 0,53%,
atingindo R$ 1.623 frente
a R$ 1.632 do fechamento de sexta-feira.