Dólar comercial resiste a instabilidade e encerra suas negociações em queda

Sem indicadores de peso, bom humor externo prevaleceu; fechamento dos mercados dos EUA trouxe menor liquidez

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SÃO PAULO – Em uma sessão marcada pela instabilidade, a influência do bom humor externo falou mais alto e, apesar de ter operado no campo positivo por determinados momentos do dia, o dólar comercial encerrou suas negociações em queda pela segunda sessão consecutiva.

Na ausência de dados de maior relevância no cenário interno, o tom dos negócios foi ditado pela percepção do mercado frente aos dados da economia norte-americana divulgados nesta sessão, com destaque ao recuo menor do que o esperado no volume de pedidos feitos às indústrias dos EUA em maio, indicado pelo Factory Orders.

Cabe ainda lembrar que os mercados norte-americanos encerraram suas negociações mais cedo nesta terça-feira e não abrirão na próxima sessão (devido ao feriado nacional do país, o Independence Day), o que influencia na liquidez dos mercados internacionais.

Banco Central não conteve depreciação do dólar

Conforme já era esperado, o Banco Central realizou um novo leilão de compra de dólares à vista, o que não foi suficiente para conter a trajetória declinante da divisa norte-americana.

Nesta operação, a autoridade monetária definiu a taxa de corte em R$ 1,9151. Segundo fontes de mercado, foram aceitas, ao menos, sete propostas.

Dólar encerrou o dia em baixa de 0,26%

O dólar comercial fechou cotado a R$ 1,9090 na compra e R$ 1,9110

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na venda, baixa de 0,26% em relação ao fechamento anterior.

No mercado paralelo, a moeda norte-americana encerrou o dia negociada a R$
2,090, representando um ágio de 9,48%
em relação ao dólar comercial.

Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em agosto
encerrou o dia cotado a R$ 1.916,
baixa de 0,39% em relação ao fechamento
de R$ 1.923

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da última segunda-feira. O contrato com vencimento em setembro, por sua vez, fechou em baixa de 0,31%,
atingindo R$ 1.925 frente
à R$ 1.931 do fechamento de
segunda-feira.

Já o dólar pronto, que é a referência para a moeda norte-americana na BM&F, fechou esta sessão cotado a R$ 1,910.

Curva de FRA de cupom cambial

O FRA de cupom cambial, Forward Rate Agreement, referência para o juro em dólar no Brasil, fechou a 6,39% para setembro de 2007, alta de 0,13 ponto percentual em relação à cotação do último ajuste.