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SÃO PAULO – O dólar comercial registrou sua quinta queda consecutiva nesta quinta-feira (24) ao registrar desvalorização de 0,18%, terminando o dia cotado a R$ 1,658. Os investidores acompanharam de perto os impactos das novas medidas do Banco Central em relação ao mercado de câmbio, que se juntam às suas práticas intervencionistas na luta contra a apreciação excessiva da moeda nacional.
A autoridade monetária voltou a comprar dólares no mercado à vista, realizando uma operação para tal finalidade entre às 15h40 (horário de Brasília) e às 15h45. A taxa de corte foi aceita em R$ 1,658.
Por aqui, reverberam as novas medidas do BC em relação ao câmbio, anunciadas na noite de quarta-feira (23), que já vinham sendo especuladas nas últimas semanas. Embora se esperava um aumento do IOF (Imposto por Operação Financeira) ou uma quarentena na divisa norte-americana, também se falava em um novo ajuste nas regras de recolhimento dos compulsórios sobre posições vendidas de câmbio, opção adotada pelo BaCen e que passa a valer a partir de 4 de abril.
De acordo com o BC, o objetivo desta medida é “simplificar e uniformizar os parâmetros de cálculo da base de incidência dos compulsórios”.
Cenário externo
O parlamento português vetou na quarta-feira (23) o plano de austeridade fiscal proposto pelo governo. A união dos partidos de oposição foi o suficiente para barrar as medidas, que eram parte do plano do governo português para o período entre 2011 e 2014 – causando assim a renúncia do primeiro-ministro do país, José Sócrates, e deve fazer com que o país busque recursos estrangeiros para enfrentar o avanço do déficit fiscal, o que fez com que a agência de classificação de risco Fitch rebaixasse seu rating.
Nos Estados Unidos, o Initial Claims, que mede o número de pedidos de auxílio-desemprego reportados no país, alcançou a quantia de 382 mil na última semana, 2 mil abaixo das expectativas do mercado e fazendo com que o número de pessoas recebendo o benefício fosse o menor nos últimos três anos, dando sinais de melhoria para o mercado de trabalho norte-americano, uma das principais preocupações quando se trata da maior economia mundial.
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Todavia, o Durable Goods Orders, que mede o número de pedidos e entregas de bens duráveis feitos à indústria norte-americana, desapontou em fevereiro, reportando queda de 0,9% no referido mês, frente à projeção de alta de 1,1% pelo mercado.
Dólar termina a data cotado à R$ 1,658, e sua queda de 0,18% é a quinta consecutiva
O dólar comercial fechou cotado a R$ 1,6560 na compra e R$ 1,6580 na venda, baixa de 0,18% em relação ao fechamento anterior. Com esta queda, o dólar acumula desvalorização de 0,30% em março, frente à baixa de 0,66% registrada no mês passado. No ano a desvalorização acumulada da moeda norte-americana já chega a 0,49%.
Dólar futuro na BM&F também em queda
Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em abril, segue o dia cotado a R$ 1,660, baixa de 0,21% em relação ao fechamento de R$ 1,663 da última quarta-feira. O contrato com vencimento em maio, por sua vez, opera em leve baixa de 0,12%, atingindo R$ 1,670 frente à R$ 1,672 do fechamento de ontem.
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O dólar pronto, que é a referência para a moeda norte-americana na BM&F Bovespa, registrava R$ 1,6580000.
FRA de cupom cambial
Por fim, o FRA de cupom cambial, Forward Rate Agreement, referência para o juro em dólar no Brasil, fechou a 2,66 para maio de 2011, 0,02 ponto percentual abaixo ao que foi registrado na sessão anterior.