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SÃO PAULO – Após acumular forte desvalorização nas últimas sessões, o dólar comercial fechou próximo à estabilidade nesta terça-feira, motivado pela recuperação da moeda no mercado internacional e pela maior entrada de dólares na economia brasileira.
A moeda, no entanto, operou em alta na maior parte da tarde, reduzindo os ganhos somente após o anúncio da compra de dólares pelo Banco Central.
Mercado espera reunião do Fomc
No cenário internacional, o dólar se recupera com os investidores temendo que a reunião do Fomc, o comitê norte-americano de política econômica, opte pelo abandono da política gradualista de aumento da taxa básica de juros do país.
Embora a maior parte dos analistas espere nova elevação de 25 pontos base, não estão descartadas elevações maiores, uma vez que vários membros do Fed vêm dando declarações nesse sentido nas últimas semanas.
Balança tem bom desempenho em janeiro
A moeda também sofreu os efeitos da maior entrada de dólares no país na semana. A balança comercial brasileira em janeiro teve um superávit de US$ 2,18 bilhões, ficando bem acima das expectativas doa analistas, que giravam em torno de 1,7 bilhão.
A captação externa realizada pelo Tesouro Nacional, na segunda-feira, superou as expectativas iniciais de US$ 1 bilhão, em função da forte demanda, atingindo US$ 1,25 bilhão. As empresas brasileiras também aproveitam o bom momento para captar dinheiro no exterior, o Bradesco planeja conseguir US$ 50 milhões com a venda de títulos de três anos.
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Além disso, a elevação da Rússia ao investment grade, na última segunda-feira, aumentou as expectativas de elevação da classificação de risco da economia brasileira. Nesta terça-feira, um representante da Fitch Ratings declarou que existe a possibilidade de elevações de classificações de risco na América Latina em 2005.
BC volta a comprar dólares
O Banco Central voltou a operar no mercado de câmbio nesta terça-feira. De acordo com informações divulgadas pela imprensa, O BC comprou dólares com taxa de corte de R$ 2,618 no início da tarde. Após a operação, o dólar reduziu os ganhos.
As especulações de mudanças na diretoria do Banco Central ganharam força nesta terça-feira, após as declarações do líder do governo no senado, Aloizio Mercadante, confirmarem que os diretores Alexandre Schwartsman e Afonso Beviláqua devem mesmo deixar a equipe. Os analistas concordam que a mudança na direção do banco pode causar turbulências.
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Dólar fecha em leve queda
O dólar comercial fechou cotado a R$ 2,6070 na compra e R$ 2,6080
na venda, leve baixa de 0,04% em relação ao fechamento anterior. No mercado paralelo, a moeda norte-americana encerrou o dia negociada a R$
2,9500, representando um ágio de 13,16%
em relação ao dólar comercial.
No ano a desvalorização acumulada da moeda norte-americana
já chega a 1,70%.
Dólar futuro na BM&F
também fechou em queda
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Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em março
encerrou o dia cotado a R$ 2.633,
leve baixa de 0,08% em relação ao fechamento
de R$ 2.635
da última segunda-feira. O contrato com vencimento em abril, por sua vez, fechou em baixa de 0,43%,
atingindo R$ 2.664 frente
à R$ 2.675 do fechamento de
segunda-feira.
Curva de FRA de cupom cambial
O FRA de cupom cambial, Forward Rate Agreement, referência para o juro em dólar no Brasil, fechou a 3,15% para abril de 2005, com alta de 0,14 ponto percentual em relação ao fechamento da sessão anterior. Já o contrato referente janeiro de 2006, encerrou a 3,83%, alta de 0,16 ponto percentual em relação ao fechamento da sessão anterior.