Dólar comercial registra alta, com mercado de olho no cenário externo

Divisa dos EUA tem rumos distintos frente a outras moedas; analistas indicam tendência de volatilidade para o câmbio

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SÃO PAULO – O dólar comercial registra trajetória positiva na manhã desta terça-feira e vai recuperando parte das perdas registradas recentemente na comparação com o real. Neste momento, a moeda norte-americana é cotada a R$ 1,5640 na venda, alta de 0,64%, com os investidores de olho no ambiente externo e nos indicadores do dia.

Com a variação desta terça-feira, a moeda norte-americana registra alta de 0,13% neste mês de julho, porém uma desvalorização de 6,13% desde o início do ano. 

Tendência de volatilidade
Segundo os economistas do banco Fator, a tendência para o mercado de câmbio nesta sessão é de volatilidade, com o mercado pressionado por conta da volta do feriado nos EUA e a instabilidade do euro.

Na mesma linha, Miriam Tavares, diretora de câmbio da AGK Corretora, aponta para a perspectiva de volatilidade nos próximos dias, com expectativa sobre a decisão de política monetária na Zona do Euro e também sobre o relatório de emprego dos EUA referente ao último mês de junho.

Mercados internacionais
No exterior, a divisa norte-americana apresenta tendências distintas nesta sessão. Na comparação com o euro, o dólar ganha terreno, cotado a US$ 1,4475, baixa de 0,45%. A moeda também registra alta ante ao iene, sendo cotada a ¥ 81,01, valorização de 0,36%.

Por outro lado, o dólar perde espaço frente a algumas moedas, como por exemplo, a libra, que é cotada a US$ 1,6117, baixa de 0,17%. A divisa dos EUA também perde terreno ante ao franco suíço, cotada a 0,8448 franco, baixa de 0,34%.

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Indicadores
A agenda de indicadores desta sessão é fraca tanto no âmbito doméstico como no exterior, onde o principal destaque fica por conta da divulgação de dados sobre os pedidos ao setor industrial nos EUA no último mês de maio pelo Departamento de Comércio do país. O Factory Orders registrou variação de 0,8%, resultado pouco abaixo das expectativas do mercado, que apontavam para 1,0%.