Dólar comercial refletiu tensão externa e avançou ao patamar dos R$ 2,10

Setor de crédito imobiliário norte-americano gerou turbulência nos mercados; bolsas dos EUA operavam em queda

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SÃO PAULO – Depois de fechar por cinco sessões seguidas em queda, o dólar comercial refletiu um movimento de ajuste de posições e encerrou esta terça-feira em forte alta, retornando ao patamar dos R$ 2,10.

Além disso, a moeda norte-americana refletiu a turbulência dos mercados internacionais gerada pelo setor de crédito imobiliário norte-americano, depois que um relatório revelou que a inadimplência do segmento avançou para o seu menor nível em quatro anos no quarto trimestre de 2006.

Esta notícia acompanhada da declaração do New Century Financial, uma das maiores concessoras de empréstimos imobiliários de alto risco, na véspera, que afirmou que não possui dinheiro para pagar seus credores, influenciou na tensão do cenário externo.

Nesta terça-feira, a empresa informou que está sendo investigada pela Securities and Exchange Comission (SEC), órgão regulador do mercado de capitais nos Estados Unidos. As bolsas norte-americanas reagiam ao mau humor do mercado e operavam em queda nesta tarde.

Banco Central

Conforme já era esperado, o Banco Central realizou um novo leilão de compra de dólares à vista durante a sessão. A nova atuação da instituição influenciou na forte valorização da divisa.

Segundo fontes de mercado, a autoridade monetária aceitou cerca de quatro propostas, com taxa de corte definida em R$ 2,1025.

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Dólar comercial volta ao patamar dos R$ 2,10

O dólar comercial fechou cotado a R$ 2,1030 na compra e R$ 2,1040

na venda, forte alta de 0,77% em relação ao fechamento anterior. No mercado paralelo, a moeda norte-americana encerrou o dia negociada a R$
2,2650, representando um ágio de 7,70%
em relação ao dólar comercial.
Apesar desta alta, o
dólar acumula desvalorização de 0,75% em março, frente
à baixa de 1,65% registrada no mês passado.

No ano a desvalorização acumulada da moeda norte-americana
já chega a 1,54%.

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Dólar futuro na BM&F
também fechou em alta

Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em abril
encerrou o dia cotado a R$ 2.109,
alta de 0,72% em relação ao fechamento
de R$ 2.094

da última segunda-feira. O contrato com vencimento em maio, por sua vez, fechou em alta de 0,67%,
atingindo R$ 2.115 frente
à R$ 2.101 do fechamento de
segunda-feira.

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Já o dólar pronto, que é a referência para a moeda norte-americana na BM&F, fechou esta sessão cotado a R$ 2,104.

Curva de FRA de cupom cambial

O FRA de cupom cambial, Forward Rate Agreement, referência para o juro em dólar no Brasil, fechou a 6,45% para maio de 2007, queda de 0,15 ponto percentual em relação à cotação do último ajuste.