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SÃO PAULO – Em dia marcado pelo crescimento da apreensão dos mercados com desdobramentos da crise financeira internacional, o dólar comercial teve nova disparada e compensou as perdas da forte queda da véspera.
Por aqui, o circuit breaker se fez presente na sessão ainda pela manhã, quando a BM&F Bovespa acionou o recurso para atenuar as oscilações sofridas. Com o dólar disparando, o Banco Central brasileiro deu continuidade à sua estratégia de realizar leilões de dólares ao mercado para conter o desequilíbrio cambial. Foi realizado mais um leilão de venda direta de dólares, cuja taxa ficou em R$ 2,2750.
Além disso, nova transação de leilão de swap tradicional ocorreu. A operação ofertou dois lotes, sendo o primeiro absorvido parcialmente e o segundo em sua totalidade.
Desdobramentos no âmbito externo
Nos EUA, a apreensão cresceu após a GE (General Electric) registrar a terceira queda consecutiva em seu lucro líquido, encerrando o terceiro trimestre com US$ 4,48 bilhões. As ações do Morgan Stanley despencaram após a Moody’s alertar sobre possível redução no rating do banco. Além disso, os temores de falência da GM e da Ford fortalecem a visão negativa do dia.
A crise financeira ainda fez mais uma vítima, agora no continente asiático. A seguradora japonesa Yamato, que viu suas dívidas superarem seus ativos em US$ 116 milhões, pediu falência ao governo.
Já na Europa, o BCE (Banco Central Europeu) anunciou em seu boletim mensal que a crise está afetando a economia, de forma pior do que o esperado. Dada a piora das turbulências, o governo holandês anunciou medidas para atenuar seus efeitos no país, disponibilizando o equivalente a US$ 27,5 bilhões para tentar proteger seu sistema financeiro.
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Confira as cotações
O dólar comercial fechou cotado a R$ 2,3140 na compra e R$ 2,3160 na venda, forte alta de 5,90% em relação ao fechamento anterior. No mercado paralelo, a moeda norte-americana encerrou o dia negociada a R$ 2,3500, representando um ágio de 1,56% em relação ao dólar comercial.
Com esta alta, o dólar acumula valorização de 21,51% em outubro, frente à alta de 16,67% registrada no mês passado. No ano a valorização acumulada da moeda norte-americana
já chega a 30,41%.
Dólar futuro na BM&F Bovespa
Na BM&F Bovespa, o contrato futuro com vencimento em novembro encerrou o dia cotado a R$ 2.328, alta em relação ao fechamento de R$ 2.237 da última quinta-feira.
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O dólar pronto, que é a referência para a moeda norte-americana na BM&F Bovespa, registrava R$ 2,3250000.
Curva de FRA de cupom cambial
O FRA de cupom cambial, Forward Rate Agreement, referência para o juro em dólar no Brasil, fechou a 5,40% para dezembro de 2008, 0,75 ponto percentual acima do fechamento anterior.