Dólar comercial reflete desconfiança do mercado e se valoriza nesta terça-feira

Plano do governo dos EUA de adquirir ativos contaminados pela crise do subprime gera clima global apreensivo e incerto

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SÃO PAULO – Refletindo o pessimismo e a desconfiança dos investidores por conta do pacote de ajuda do governo norte-americano, o dólar comercial encerrou a sessão desta terça-feira (23) em expressiva alta.

O mau humor do mercado financeiro é um reflexo das incertezas trazidas pelo plano do governo dos EUA de adquirir ativos contaminados pela crise do subprime. A medida foi o centro das discussões, com os discursos do secretário do Tesouro norte-americano, Henry Paulson, e do presidente do Federal Reserve, Ben Bernanke.

Ambos falaram ao Congresso tentando persuadi-lo a liberar o total de US$ 700 bilhões necessários para a operação, que visa estabilizar os mercados e evitar mais desdobramentos negativos conseqüências sérias para economia dos EUA.

Índices inflacionários internos

No plano doméstico, um dos focos do dia foi a divulgação do terceiro resultado do IPC-S (Índice de Preços ao Consumidor – Semanal), o qual registrou deflação de 0,04% na semana encerrada no dia 22 de setembro. O grupo alimentação foi destaque, ao revelar variação negativa de 0,91%.

A FGV (Fundação Getulio Vargas) publicou ainda o novo desempenho do ICC (Índice de Confiança do Consumidor), que apontou alta de 4,2% entre agosto e setembro. O indicador atingiu 112,7 pontos, revelando que o consumidor está mais confiante em relação à situação econômica do País.

Confira as cotações

O dólar comercial fechou cotado a R$ 1,8270 na compra e R$ 1,8290

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na venda, forte alta de 2,06% em relação ao fechamento anterior. No mercado paralelo, a moeda norte-americana encerrou o dia negociada a R$
2,0000, representando um ágio de 9,47%
em relação ao dólar comercial.
Com esta alta, o
dólar acumula valorização de 11,87% em setembro, frente
à alta de 4,54% registrada no mês passado.

No ano a valorização acumulada da moeda norte-americana
já chega a 2,98%.

Dólar futuro na BM&F
também fechou em alta

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Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em outubro
encerrou o dia cotado a R$ 1.830,
forte alta de 1,98% em relação ao fechamento
de R$ 1.795

da última segunda-feira. O contrato com vencimento em novembro, por sua vez, fechou em forte alta de 2,02%,
atingindo R$ 1.843 frente
à R$ 1.806 do fechamento de

ontem.

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O dólar pronto, que é a referência para a moeda norte-americana na BM&F Bovespa, registrava R$ 1,8352000.

Curva de FRA de cupom cambial

O FRA de cupom cambial, Forward Rate Agreement, referência para o juro em dólar no Brasil, fechou a 5,88% para novembro de 2008, 0,39 ponto percentual acima do último ajuste.