Dólar comercial reduz os ganhos, mas segue em alta, cotado a R$ 1,755

Moeda opera colada no noticiário externo; instabilidade politica na Europa dará o tom para o mercado até o fim do dia

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SÃO PAULO – Amenizando parte do forte movimento de valorização observado no começo da manhã, o dólar comercial opera nesta quarta-feira (9) a R$1,755 na venda, indicando alta de 0,88% – no começo do dia, a moeda chegou a subir mais de 1,2%.

“Novamente a instabilidade zona do euro deixou o mercado apreensivo impulsionando a alta do dólar”, reforça Felipe Pellegrini, Gerente da mesa de operações do Banco Confidence. Para ele o cenário cambial ao longo do dia não muda muito uma vez que os investidores continuam temerosos com a Itália, e procuram ativos mais seguros para suas aplicações, entre eles o dólar.

O anúncio da renúncia do primeiro ministro do país, Silvio Berlusconi, após a Câmara Baixa italiana votar as medidas de austeridade, não foi suficiente para acalmar os ânimos do mercado, assim como indicadores divulgados pela China, que mostram oportunidade para expansão da política monetária.

“A crise na Europa, por enquanto, ainda é política. Esses movimentos do mercado são mais de precaução e apreensão, sem um fundamento. O mercado está esperando por melhoras e pioras, mesmo sem a crise ter atingido uma grande instituição financeira”, explica Pellegrini.

No cenário de câmbio internacional, o dólar ganha força diante do euro (+1,97%), libra ( +1,11%) e franco suíço (1,23%), mas perde força para o iene (-0,01%).

Indicadores
Na agenda de indicadores desta quarta-feira, a Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas) divulgou o IPC-Fipe (Índice de Preços ao Consumidor) referente a primeira quadrissemana de novembro que apontou inflação de 0,53%.

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Por sua vez, o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) divulgou o Levantamento Sistemático sobre a safra agrícola brasileira, estimada em 159,7 milhões de toneladas.

Nos EUA, o Departamento de Comércio divulgou o Wholesale Inventories, relatório de vendas e os estoques do setor atacadista norte-americano, que mostrou queda de 0,1% em setembro, decepcionando os analistas, que estimavam um avanço de 0,5%.