Dólar comercial reduz intensidade da alta durante a tarde e sobe 0,6%

Em sessão movimentada, mau humor dos mercados contribui para valorização da moeda; BC intervém no câmbio

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SÃO PAULO – Após reportar ganhos em torno de 1,7% durante a manhã, o dólar comercial foi perdendo a força durante a tarde, fechando a segunda-feira (6) com valorização de 0,6%, sendo cotado na venda a R$ 1,959.

Em sessão com a agenda movimentada e com os investidores apreensivos, a divisa norte-americana mostrou alta frente às principais moedas do mundo, o que ajudou a derrubar os preços do petróleo e dos metais, afetando o desempenho de diversas companhias produtoras de commodities.

Mesmo com o movimento positivo da moeda dos EUA, o Banco Central do Brasil voltou a intervir no câmbio ao comprar dólares no mercado à vista através de leilão. Segundo o Depin (Departamento de Operações de Reservas Internacionais), a operação teve início às 14h53 e terminou às 15h03 (horário de Brasília), com taxa aceita em R$ 1,9703.

Balança comercial e Focus

O resultado da balança comercial na primeira semana de julho foi de saldo positivo de US$ 618 milhões. Com isso, seu desempenho anual passou a acumular um superávit de US$ 14,605 bilhões.

Também em foco na sessão, o BC divulgou o relatório Focus, que teve como principal destaque a terceira redução consecutiva das projeções para a produção industrial brasileira. Já para o câmbio, o centro das amostras mostrou leve queda de R$ 2,00 para R$ 1,99 na expectativa de cotação para o final de 2009.

Por fim, a Pesquisa Industrial Produção Física – Regional mostrou avanço em 8 das 14 regiões pesquisadas na passagem de abril para maio, segundo informou o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

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Meirelles: economia está mais forte

Discursando palestra sobre as perspectivas da economia brasileira e do agronegócio, em Goiânia, o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, avaliou que a economia brasileira está mais forte para voltar a crescer porque “não foram criadas vulnerabilidades” para o enfrentamento da crise financeira. “O Brasil vai sair mais forte porque a economia e os fundamentos não estão enfraquecendo”.

Meirelles também falou sobre a retomada gradual do crédito externo, cujo o indicador ponderado por alguns bancos já está em torno de 75%, o que mostra forte recuperação, após a forte queda da liquidez internacional observada no fim do ano passado, quando o indicador chegou ao piso de 22%.

Dólar a R$ 1,959

O dólar comercial fechou cotado a R$ 1,9570 na compra e R$ 1,9590

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na venda, alta de 0,60% em relação ao fechamento anterior. No mercado paralelo, a moeda norte-americana encerrou o dia negociada a R$
2,1000, representando um ágio de 7,31%
em relação ao dólar comercial.
Apesar desta alta, o
dólar acumula desvalorização de 0,20% em julho, frente
à baixa de 0,61% registrada no mês passado.

No ano a desvalorização acumulada da moeda norte-americana
já chega a 16,17%.

Dólar futuro na BM&F
também fechou em alta

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Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em agosto
encerrou o dia cotado a R$ 1.973,
forte alta em relação ao fechamento
de R$ 1.961

da última sexta-feira. O contrato com vencimento em setembro, por sua vez, fechou em forte alta,
atingindo R$ 1,981 frente
à R$ 1.971 do fechamento de
sexta-feira.

O dólar pronto, que é a referência para a moeda norte-americana na BM&F Bovespa, registrava R$ 1,9610000.

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FRA de cupom cambial

Por fim, o FRA de cupom cambial, Forward Rate Agreement, referência para o juro em dólar no Brasil, fechou a 1,40% para setembro de 2009, 0,02 acima do fechamento anterior.