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SÃO PAULO – Apresentando volatilidade, o dólar comercial amenizou seus ganhos apresentados no final da manhã, operando nesta tarde com valorização próxima de 0,5%. Os mercados acionários também seguem instáveis nesta tarde, com o Ibovespa diminuindo suas perdas e Wall Street operando no campo positivo.
Aguardado desde a abertura da sessão, o presidente dos EUA, Barack Obama, deu mais detalhes sobre seu plano de dar ao Federal Reserve maiores poderes de regulação sobre as instituições financeiras do país. Segundo o presidente, será a maior reforma no sistema financeiro desde a “Grande Depressão” dos anos 1930.
Os objetivos centrais dessa reforma são reforçar o sistema financeiro dos norte-americanos, cuja vulnerabilidade ficou demonstrada pela crise, e colocar sob a supervisão de um único órgão regulador – o Fed – as maiores instituições financeiras do país.
Fluxo cambial e compra de dólares do BC
No âmbito doméstico, a sessão contou com os números do fluxo cambial, que apontaram um saldo positivo de US$ 111 milhões na segunda semana de junho, desempenho bem abaixo da semana anterior, quando a entrada de dólares no País superou a saída em US$ 550 milhões. No acumulado do ano, o montante chegou a US$ 15,668 bilhões positivos.
O Banco Central informou que na última semana foram comprados US$ 484 milhões através de suas operações de leilão no mercado à vista, acumulando no mês (até o dia 12) um total de US$ 1,355 bilhão. Até o momento, a autoridade monetária não anunciou novas intervenções no mercado cambial.
O BC ainda anunciou a partir das 17h00 (horário de Brasília) verificará se há demanda para a realização de leilão de swap cambial na próxima quinta-feira (18), com o objetivo de dar início à rolagem dos contratos que vencem dia 1º de julho deste ano.
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Economia
Nos EUA, o CPI (Consumer Price Index), índice que mede a evolução dos preços ao consumidor, apontou variação positiva de 0,1% em maio, ficando abaixo das expectativas de 0,3%. Por sua vez, o Core CPI, que exclui itens mais voláteis como energia e alimentação, também registrou um avanço de 0,1%, em linha com as projeções.
Voltando ao Brasil, o nível de emprego da indústria paulista teve seu pior mês de maio desde 2005, ao apontar uma redução de 0,69% frente ao mesmo mês do ano passado, o que equivale ao fechamento de 3,5 mil postos de trabalho.
Confira as cotações do dólar
O dólar comercial opera cotado a R$ 1,9710 na compra e R$ 1,9730
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na venda, alta de 0,46% em relação ao fechamento anterior. No mercado paralelo, a moeda norte-americana opera negociada a R$
2,0900, representando um ágio de 6,04%
em relação ao dólar comercial.
Apesar desta alta, o
dólar acumula desvalorização de 0,10% em junho, frente
à baixa de 9,53% registrada no mês passado.
No ano a desvalorização acumulada da moeda norte-americana
já chega a 15,58%.
Dólar futuro na BM&F
também opera em alta
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Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em julho
opera cotado a R$ 1.979,
leve alta de 0,03% em relação ao fechamento
de R$ 1.978
da última terça-feira. O contrato com vencimento em agosto, por sua vez, opera em forte alta de 0,96%,
atingindo R$ 2.004 frente
à R$ 1.985 do fechamento de
ontem.