Dólar comercial reduz avanço frente ao real após Banco Central voltar a intervir

Nervosismo em relação à temporada de divulgação de resultados continua, porém indicadores amenizam

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SÃO PAULO – O desconforto trazido pela temporada de divulgação de resultados se faz presente novamente nesta terça-feira (13) e, em movimento de aversão ao risco dos investidores, o dólar segue avançando frente ao real.

O Banco Central voltou a intervir no mercado de câmbio para amenizar o avanço da divisa norte-americana em momento de fuga de dólares do Brasil. Foram injetados US$ 500 milhões por meio de leilão de venda conjugado com leilão de compra de dólares. A taxa de venda foi de R$ 2,327.

Ben Bernanke, presidente do Fed, afirmou que medidas fiscais são insuficientes para recuperar a economia global se não forem acompanhadas por outros estímulos. Segundo ele, há diversas outras ferramentas para isso, mesmo com o juro básico próximo a zero.

Além disso, a divulgação do déficit comercial dos EUA serviu para apaziguar parte do nervosismo, já que o saldo apontou recuo de US$ 56,7 bilhões para US$ 40,4 bilhões em novembro, frente à previsão de saldo negativo de US$ 51 bilhões.

Confira as cotações

O dólar comercial opera cotado a R$ 2,3020 na compra e R$ 2,3040 na venda, alta de 0,35% em relação ao fechamento anterior. No mercado paralelo, a moeda norte-americana opera negociada a R$ 2,4500, representando um ágio de 6,43%
em relação ao dólar comercial.

Apesar desta alta, o dólar acumula desvalorização de 1,41% em janeiro, frente à alta de 0,73% registrada no mês passado. No ano a desvalorização acumulada da moeda norte-americana já chega a 1,41%.

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Dólar futuro na BM&F

Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em fevereiro opera cotado a R$ 2.314, enquanto o contrato com vencimento em março atinge R$ 2.332.