Dólar comercial recua 0,13% e atinge menor patamar desde 2 de maio

Moeda norte-americana registrou fortes quedas em comparação com principais divisas mundiais; BC continua comprando dólares

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SÃO PAULO – O dólar comercial registrou queda de 0,13% nessa sexta-feira (3), terminando a semana cotado a R$ 1,576, queda de 1,56% em relação a semana anterior. Com a queda desta sessão, a moeda atingiu seu menor patamar desde 2 de maio, quando também fechou a R$ 1,576.

A divisa, que chegou a apresentar alta durante a manhã, foi influenciada pela divulgação do PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro, por indicadores referentes ao mercado de trabalho norte-americano e também pelos leilões de compra de dólares realizados pelo Banco Central.

A autoridade monetária nacional realizou dois leilões no mercado à vista para compra de dólares, com a primeira operação ocorrendo das 12h19 (horário de Brasília) até as 12h24. A taxa de corte aceita foi de R$ 1,5763. Já a segunda operação teve início às 15h32 e término às 15h37, contando com taxa de corte de R$ 1,5743. 

Ainda no front interno, destaque para divulgação do resultado do PIB, que registrou um crescimento de 1,3% no primeiro trimestre deste ano, em linha com as expectativas do mercado. Para o Ministro da Fazenda, Guido Mantega estamos “caminhando para um crescimento mais moderado e sustentável no Brasil”.

Mercado de trabalho norte-americano
Externamente, destaque para a divulgação do Relatório de Emprego pelo Departamento de Comércio dos Estados Unidos, apontando para a criação de 54 mil vagas de trabalho em maio, resultado bastante abaixo do projetado pelo mercado, cujas estimativas eram de 169 mil novos postos. Já a taxa de desemprego norte-americana subiu para 9,1% no mês passado, resultado que também veio pior que o esperado pelos analistas, que esperavam taxa de 9,0%. 

Esses dados juntam-se a outros indicadores do mercado de trabalho que já haviam decepcionado o mercado, e reforçam os temores acerca da recuperação dos EUA, o que fez o dólar registrar fraco desempenho frente a seus principais pares mundiais, como euro, libra esterlina, iene, dólares canadenses e australianos e francos suíços.

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Em contrapartida, ainda na maior economia mundial, também foi divulgado o ISM Services, índice que acompanha o setor de serviços. O indicador registrou 54,6 pontos na passagem de abril para maio, resultado acima às projeções dos analistas, que indicavam para 53,3 pontos. 

Dólar comercial e futuro
O dólar comercial fechou cotado a R$ 1,5740 na compra e R$ 1,5760 na venda, leve baixa de 0,13% em relação ao fechamento anterior. Com esta queda, o dólar acumula desvalorização de 0,25% em junho, frente à alta de 0,45% registrada no mês passado. No ano a desvalorização acumulada da moeda norte-americana já chega a 5,41%. 

Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em julho segue o dia cotado a R$ 1,583, baixa de 0,19% em relação ao fechamento de R$ 1,586 da última quinta-feira. O contrato com vencimento em agosto, por sua vez, opera em baixa de 0,22%, atingindo R$ 1,594 frente à R$ 1,597 do fechamento de quinta-feira. 

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O dólar pronto, que é a referência para a moeda norte-americana na BM&F Bovespa, registrava R$ 1,5736000.

FRA de cupom cambial
Por fim, o FRA de cupom cambial, Forward Rate Agreement, referência para o juro em dólar no Brasil, fechou a 4,10 para agosto de 2011, 0,32 ponto percentual abaixo ao que foi registrado na sessão anterior.