Dólar comercial reage a clima mais ameno e segue registrando expressiva queda

Novos cortes em taxas básicas de juro na Ásia, leilões de dólares e perspectivas positivas da IBM dão novo fôlego aos mercados

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SÃO PAULO – O dólar comercial segue mantendo tendência vista desde o início da sessão e opera em expressiva queda nesta quinta-feira (9). Em movimento de ajuste frente ao real, a divisa vai devolvendo parte dos ganhos dos últimos dias, graças ao clima mais ameno nos mercados e intervenções do Banco Central.

O anúncio de que a IBM reiterou suas perspectivas de lucro para este ano fez boa parte das praças reagir positivamente, o que impulsionou em mais de 7% os papéis da fabricante de computadores. Mesmo com o mercado adverso, a companhia ainda prevê lucrar ao menos US$ 8,75 por ação, sustentada pelos mercados emergentes.

Além disso, inspiradas pela ação conjunta de bancos centrais na véspera, as autoridades monetárias da Coréia do Sul e de Taiwan anunciaram cortes de 25 pontos-base na taxa básica de juro, enquanto em Hong Kong o corte ficou em 0,5 ponto percentual.

Ações do Banco Central

O Banco Central continua atuando ativamente para conter o avanço da divisa norte-americana frente ao real. Depois realizar três leilões na véspera, a autoridade monetária brasileira fez novas operações nesta sessão.

Pela manhã, o BC realizou nova venda direta de dólares, sem compromisso de recompra. A taxa de corte foi de R$ 2,171.

Além disso, houve novo leilão de swap cambial tradicional, em que foram vendidos 18.650 contratos, no total de US$ 911 milhões. Com esta operação, o BC realiza leilões de venda de swap cambial pelo quarto dia consecutivo.

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Agenda

Indicadores norte-americanos contribuíram para o clima mais ameno. O número de pedidos de auxílio desemprego veio menor que o medido na semana passada (478 mil declarações, contra 498 mil). O Wholesale Inventories, que mede as vendas e estoques do setor atacadista dos EUA, também trouxe resultados positivos ao mercado, com avanço de 0,8% em agosto.

Por aqui, o IPC-Fipe (Índice de Preços ao Consumidor – Fipe) revelou inflação de 0,32% na primeira quadrissemana do mês. A variação ficou 0,06 ponto percentual inferior ao acumulado de setembro.

Já o IGP-M (Índice Geral de Preços- Mercado) da FGV (Fundação Getulio Vargas) trouxe alta de 0,55% no primeiro decêndio de outubro, com variação impulsionada principalmente pelo aumento no preço ao atacado.

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Confira as cotações

O dólar comercial opera cotado a R$ 2,1850 na compra e R$ 2,1870 na venda, forte baixa de 4,08% em relação ao fechamento anterior. No mercado paralelo, a moeda norte-americana opera negociada a R$ 2,3000, representando um ágio de 5,26% em relação ao dólar comercial.

Apesar desta queda, o dólar acumula valorização de 14,74% em outubro, frente à alta de 16,67% registrada no mês passado. No ano a valorização acumulada da moeda norte-americana já chega a 23,14%.

Dólar futuro na BM&F Bovespa também opera em queda

Na BM&F Bovespa, o contrato futuro com vencimento em novembro opera cotado a R$ 2.215, forte baixa de 4,20% em relação ao fechamento de R$ 2.312 da última quarta-feira. O contrato com vencimento em dezembro, por sua vez, opera em forte baixa de 8,77%,
atingindo R$ 2.217 frente à R$ 2.430 do último fechamento