Dólar comercial perde forças no começo da tarde e opera próximo da estabilidade

Especialista destaca possível leilão do BC e não descarta novas medidas do Governo para conter desvalorização da moeda

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SÃO PAULO – Após uma manhã no campo positivo, o dólar comercial perdeu forças na tarde desta segunda-feira (27) e opera bem próximo da estabilidade. Por volta das 13h20 (horário de Brasília), a moeda norte-americana recuava 0,06%, cotado na venda a R$ 1,7053. No câmbio externo, a moeda aponta valorização diante do euro (+0,38%), da libra (+0,13%) e do franco suíço (0,37%), registrando queda somente frente ao iene (-0,97%).

“O mercado hoje está bem de lado e bem devagar, é um movimento geral. Um dos motivos para isso é que o dólar está próximo do R$1,70, assim o vendedor fica com medo de colocar moeda a venda, temendo a entrada do Banco Central”, explica o operador de Câmbio da InterBolsa Brasil, Ovídio Soares.

Segundo ele, com os leilões de moeda, o BC busca evitar uma maior queda do dólar. “É também para dizer que ele [BC] está no mercado e está vivo. O efeito disso, na prática, é muito pequeno. Eles [leilões] perdeu efeito”, avalia Soares.

Sendo assim, o especialista diz que somente atitudes macro poderão mudar essa quadro de falta de impacto. “E neste caso há muitas possibilidades e muitos instrumentos. Desde a chamada quarentena, que consiste em segurar o capital que entra no país por um determinado período, uma atitude mais radical, até cobrar IR (Imposto de Renda) de todo capital que entra, especialmente o especulativo, ou simplesmente aumentar o IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) já existente”, conclui Soares.

Insucesso do G20 é destaque no front externo
Neste final de semana, no encontro entre os ministros de finanças presidentes de bancos centrais do G20, chegou-se à conclusão de que a Europa deve incrementar os seus recursos no combate à crise da Zona do Euro antes que os países ao redor do mundo também ampliem a sua ajuda e foi decidido que o aumento dos recursos do FMI não será feito neste primeiro instante.

Assim, a decisão dos países para aumentar os recursos no FMI (Fundo Monetário Internacional) em US$ 500 bilhões, conforme anunciado em janeiro, foi adiada.

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Indicadores
Na agenda doméstica desta segunda-feira,, a Fipe (Fundação Instituto de PesquisasEconômicas) divulgou o IPC-Fipe (Índice de Preços ao Consumidor) referente a terceira quadrissemana de fevereiro. O indicador apontou inflação de 0,07%. Ainda por aqui, a FGV (Fundação Getulio Vargas) anunciou o IGP-M (Índice Geral de Preços Mercado) de fevereiro, que registrou deflação de 0,06%.

Já o Banco Central divulgou o Relatório Focus, que, mais uma vez, reduziu todas as projeções inflacionárias para fevereiro. A autoridade monetária também publicará a Nota de Mercado Aberto de janeiro, prevista para as 14h30 (horário de Brasília).

Já nos Estados Unidos, foi revelado nesta data o Pending Home Sales, indicador da venda de casas existentes no país com contrato assinado, que atingiu 97 pontos, número melhor que o esperado pelo mercado.