Dólar comercial perde força, mas fecha em alta de 0,30%, cotado a R$ 1,667

Moeda sofre forte influência da volatilidade vista no mercado de ações; reunião do Fed e fala do ministro Mantega em foco

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SÃO PAULO – Depois de abrir o dia em alta próxima de 1%, o dólar comercial foi perdendo força durante a sessão e encerrou esta terça-feira (15) em alta de 0,30%, cotado a R$ 1,667 na venda. A moeda norte-americana foi muita influenciada pela volatilidade vista no mercado de ações, repercutindo o incidente na usina nuclear de Fukushima. Além disso, os investidores acompanharam de perto a reunião do Fed.

Por aqui, o Banco Central voltou a realizar leilões para a compra da divisa no mercado à vista. A primeira operação, que contou com taxa de corte aceita em R$ 1,670, ocorreu entre 12h18 (horário) e 12h23, enquanto a segunda teve início às 15h52 e término às 15h57, contando com taxa de corte de R$ 1,667. 

Ainda no cenário interno, o mercado continua especulando sobre uma possível nova medida do governo para combater a apreciação excessiva do real ante ao dólar. Guido Mantega, ministro da Fazenda, chegou a afirmar pela manhã que a situação japonesa não interferirá na decisão.

O mercado espera pela elevação do IOF em aplicações de renda fixa por estrangeiros ou mesmo a implementação do imposto nos investimentos em ações. Outras opções passam desde a ampliação do compulsório no mercado cambial ou a imposição de uma “quarentena” (obrigação de que o capital externo com destino ao mercado de capitais fique pelo menos 40 dias no País). 

Estados Unidos
Nos EUA, o destaque fica para a reunião do Fed, que manteve a taxa de juro norte-americana entre 0% e 0,25% ao ano, comprometendo a mantê-la nesse nível por “um extenso período de tempo”. O Fed também atendeu às expectativas e não anunciou mudanças em seu programa de compra de títulos, que seguirá em US$ 600 bilhões.

O documento divulgado também mostra a visão do Fomc (Federal Open Market Committee) para a economia, que vê o processo de recuperação se firmar, com as condições do mercado de trabalho aparentemente melhorando de forma gradual. Mesmo assim, a autoridade ressaltou que a taxa de desemprego do país permanece elevada.

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Por lá, na data, foi divulgado que preços dos importados subiram 1,4% em fevereiro, enquanto os preços das exportações tiveram alta de 1,2% no mesmo período. Já o indicador da atividade industrial na região de Nova York avançou em março ao registrar 17,5 pontos.

Dólar termina em alta de 0,30%
O dólar comercial fechou cotado a R$ 1,6650 na compra e R$ 1,6670 na venda, alta de 0,30% em relação ao fechamento anterior.Com esta alta, o dólar acumula valorização de 0,24% em março. No ano a valorização acumulada da moeda norte-americana já chega a 0,05%. 

Dólar futuro na BM&F também em alta
Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em abril, segue o dia cotado a R$ 1,674, alta de 0,45% em relação ao fechamento de R$ 1,667 da última segunda-feira. O contrato com vencimento em maio, por sua vez, opera em alta de 0,42%, atingindo R$ 1,684 frente à R$ 1,677 do fechamento de ontem. 

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O dólar pronto, que é a referência para a moeda norte-americana na BM&F Bovespa, registrava R$ 1,6664000.

FRA de cupom cambial
Por fim, o FRA de cupom cambial, Forward Rate Agreement, referência para o juro em dólar no Brasil, fechou a 2,69 para maio de 2011, 0,27 ponto percentual abaixo ao que foi registrado na sessão anterior.