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SÃO PAULO – A perda de força vista no final das negociações não foi suficiente para limitar a terceira valorização consecutiva do dólar comercial. O comportamento da moeda nesta terça-feira (26) deu-se, principalmente, pela repercussão da divulgação da ata da última reunião do Banco Central dos EUA.
A minuta que justificou a decisão do Comitê de Mercado Aberto do Federal Reserve pela manutenção do juro básico do país no último dia 5 trouxe tom cauteloso tanto nas menções inflacionárias – apesar da citada perspectiva de moderação dos preços no médio prazo – quanto nas referências à economia, deteriorada pela crise de crédito.
O dia contou com outras importantes ocorrências na agenda econômica. O otimismo trazido pelo Consumer Confidence superior às projeções foi amplamente limitado pelo New Home Sales, que, em sua medição anualizada de julho, registrou patamar inferior ao esperado pelo mercado.
Swap
O Banco Central realizou nesta terça-feira mais um leilão de swap cambial reverso, após um mês sem nenhuma intervenção deste tipo. A operação vendeu 79,5% dos 27,6 mil contratos ofertados, o que equivale a US$ 1,043 bilhão.
Em leilões de contratos de swap cambial reverso, o mercado ganha se a rentabilidade do juro for maior do que a do câmbio. A operação tem como efeito prático uma compra de dólares no mercado futuro.
Dólar comercial sobe 0,06%
O dólar comercial fechou cotado a R$ 1,6300 na compra e R$ 1,6320
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na venda, leve alta de 0,06% em relação ao fechamento anterior. No mercado paralelo, a moeda norte-americana encerrou o dia negociada a R$
1,8000, representando um ágio de 10,43%
em relação ao dólar comercial.
Com esta alta, o
dólar acumula valorização de 4,35% em agosto, frente
à baixa de 2% registrada no mês passado.
No ano a desvalorização acumulada da moeda norte-americana
já chega a 8,11%.
Dólar futuro na BM&F
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Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em setembro
encerrou o dia cotado a R$ 1.633,
baixa de 0,15% em relação ao fechamento
de R$ 1.636
da última segunda-feira. O contrato com vencimento em outubro, por sua vez, fechou em alta de 0,24%,
atingindo R$ 1.650 frente
à R$ 1.646 do fechamento de
ontem.
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Já o dólar pronto, que é a referência para a moeda norte-americana na BM&F, registrava R$ 1,6315000.
Curva de FRA de cupom cambial
O FRA de cupom cambial, Forward Rate Agreement, referência para o juro em dólar no Brasil, fechou a 3,57% para outubro de 2008, 0,07 ponto percentual acima do último ajuste.