Dólar comercial passa por ajuste após recentes baixas e fecha a quinta-feira com alta

Sessão otimista foi marcada por resultados corporativos, indicadores positivos nos EUA e repercussão do corte da Selic

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SÃO PAULO – Após duas quedas consecutivas, o dólar comercial fechou nesta quinta-feira (30) em alta de 0,46%, sendo cotado a R$ 2,183. Mesmo com essa alta, a moeda norte-americana fechará a semana desvalorizada em 0,41% frente ao real – já que na próxima sessão o mercado entra em recesso pelo feriado do dia mundial do trabalho – e encerra abril com forte baixa de 5,58%.

O movimento de ganhos da divisa dos EUA deu-se mais por conta de um ajuste à recente desvalorização. O mercado mostrou-se mais uma vez otimista, em virtude dos resultados corporativos divulgados ao redor do mundo e de indicadores norte-americanos melhores que as projeções. Contudo, anúncio do pedido de concordata da Chrysler e repercussão da gripe suína ponderaram o humor dos investidores.

No âmbito doméstico, o Copom (Comitê de Política Monetária) divulgou ao final da sessão anterior o corte de 100 pontos-base na taxa básica de juro, ficando em 10,25% ao ano. Apesar das projeções do mercado não terem chegado a um consenso, uma redução entre 100 e 150 pontos-base era esperada.

Números trimestrais divulgados foram acima do esperado

Dentre os diversos exercícios trimestrais divulgados na sessão, destaque para os norte-americanos Procter & Gamble, Visa e Starbucks, com desempenhos acima das expectativas do mercado. O mesmo ocorreu na Europa, com os números reportados pela BASF também superando as projeções.

O cenário mais propenso ao risco percebido dentre os investidores contribuiu também para a elevação no preço dos contratos futuros das commodities metálicas, favorecendo para o bom desempenho das empresas produtoras da matéria-prima em todo o mundo.

Chrysler oficializa concordata; auxílio desemprego no país cai

Após o impasse visto nas últimas sessões, o governo norte-americano tomou uma decisão em relação a uma das montadoras problemáticas do país. Em pronunciamento realizado, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, afirmou que a Chrysler entrará com pedido de concordata, após fracassar nos planos de reestruturação de sua dívida.

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O governo disponibilizará um total de US$ 8 bilhões em empréstimos para a montadora, para que assim efetue o mais rápido possível o processo de concordata. O presidente anunciou também a parceria com a italiana Fiat.

Ainda naquele país, dois indicadores econômicos foram bem recebidos no mercado. Enquanto a atividade industrial de abril ficou acima do esperado, o pedido de auxílio-desemprego para o mesmo mês ficou abaixo das expectativas dos analistas na última semana.

Confira as cotações do dólar

O dólar comercial fechou cotado a R$ 2,1810 na compra e R$ 2,1830

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na venda, alta de 0,46% em relação ao fechamento anterior. No mercado paralelo, a moeda norte-americana encerrou o dia negociada a R$
2,4000, representando um ágio de 10,04%
em relação ao dólar comercial.
Apesar desta alta, o
dólar acumula desvalorização de 5,58% em abril, frente
à queda de 2,49% registrada no mês passado.

No ano a desvalorização acumulada da moeda norte-americana
já chega a 6,59%.

Dólar futuro na BM&F

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Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em maio
encerrou o dia cotado a R$ 2.180,
leve baixa em relação ao fechamento
de R$ 2.183

da última quarta-feira. O contrato com vencimento em junho, por sua vez, fechou em alta,
atingindo R$ 2.202 frente
à R$ 2.195 do fechamento de

ontem.

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O dólar pronto, que é a referência para a moeda norte-americana na BM&F Bovespa, registrava R$ 2,1810000

FRA de cupom cambial

Por fim, o FRA de cupom cambial, Forward Rate Agreement, referência para o juro em dólar no Brasil, fechou a 1,54% para maio de 2009, 0,02 ponto percentual abaixo do fechamento anterior.