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SÃO PAULO – O dólar comercial reverteu a trajetória positiva registrada no início da sessão nesta quinta-feira (12) e agora opera estável em relação ao último fechamento, cotado a R$ 1,6200 na venda. Na cena externa, os investidores acompanham o movimento do dólar frente a outras moedas, a queda na cotação das commodities e a agenda de indicadores econômicos.
Ao mesmo tempo, no âmbito interno, o foco fica por conta do Governo. O Banco Central continua com suas atuações diárias no mercado de câmbio, e nesta sessão realizou seu primeiro leilão de compra de dólar entre 11h38 e 11h43, com taxa de corte de R$ 1,6226.
O presidente do BC, Alexandre Tombini, declarou nesta manhã que o objetivo é trazer a inflação para o máximo possível para o centro da meta ainda em 2011. Desta forma, fica reforçada a perspectiva de novos apertos ao longo deste ano, o que pode aumentar a atratividade do mercado brasileiro para os investidores estrangeiros, causando mais pressão de valorização para o real.
Outras moedas e commodities
Há poucos instantes, o euro ganhava espaço diante do dólar, cotado a US$ 1,4236, alta de 0,24%. Ao mesmo tempo, a divisa norte-americana cai em relação ao iene, com desvalorização de 0,48%, cotada a ¥ 80,77.
O mercado de commodities também chama a atenção nesta sessão, e após a queda generalizada nesta manhã, algumas matérias-primas recuperam-se, e o barril do tipo Brent registrava alta de 0,21% em Londres.
A pressão de queda para esse tipo de produto ganhou força com os temores quanto a uma desaceleração da economia chinesa. Nesta manhã, as autoridades do país asiático decidiram elevar as exigências de reserva dos bancos, como forma de diminuir a oferta de crédito e combater a inflação.
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Indicadores dos EUA
Na agenda de indicadores norte-americanos, destaque para a inflação ao produtor, que em abril ficou acima das expectativas ao marcar taxa de 0,8%, e para o número de pedidos de auxílio desemprego na última semana, que também decepcionou ao apontar 434 mil novas solicitações, ante projeções de 423 mil solicitações.
Ademais, destaque também para os dados sobre as vendas no setor de varejo nos EUA, que cresceram 0,5% em abril, 0,1 ponto percentual abaixo das projeções. Por fim, foram divulgados dados sobre os estoques das empresas norte-americanas em março, que avançaram 1,0%, acima das expectativas de alta de 0,9%.
Dólar futuro na BM&F também opera em alta
Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em março é cotado a R$ 1.631, alta de 0,15% em relação ao fechamento de R$ 1.681 da última segunda-feira. O contrato com vencimento em abril, por sua vez, opera em alta de 0,34%, atingindo R$ 1.642 frente a R$ 1.671 do fechamento de segunda-feira.