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SÃO PAULO – Depois de fechar com expressiva queda de 0,58% a última sessão, o dólar comercial opera nesta sexta-feira (19) cotado a R$ 1,7160 na venda, estável, em meio à incertezas tanto no cenário externo quanto sobre a formulação da política cambial doméstica.
No exterior, destaque para as incertezas sobre a resolução da crise envolvendo a situação fiscal da Irlanda, bem como a elevação da taxa de reservas obrigatória aos bancos na China, em meio a expectativas de novas ações para combate à inflação no país.
Bernanke defende QE2
Em discurso na conferência do BCE (Banco Central Europeu), que acontece nesta sexta-feira em Frankfurt, o presidente do Federal Reserve Ben Bernanke defendeu a segunda rodada de estímulos quantitativos.
Sobre o principal objetivo das medidas, o aquecimento da economia norte-americana, o presidente da autoridade monetária afirmou que “embora nós projetemos que o crescimento econômico atinja seu pico e o desemprego decline no próximo ano, o progresso até o momento tem sido decepcionante”.
Enfraquecimento do dólar
Uma das consequências dos estímulos quantitativos foi o enfraquecimento da divisa norte-americana, que provocou críticas por parte de diversas economias, em especial as emergentes.
Sobre isso, Bernanke argumentou que para que haja expansão das economias em desenvolvimento, é preciso que haja recuperação nos países mais desenvolvidos. Além disso, o presidente do Fed criticou a China por manter o iuan desvalorizado artificialmente.
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Fiesp crítica valorização do real
No Brasil, a valorização do real continua tendo percepção negativa. Para Roberto Giannetti da Fonseca, da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), com a atual taxa de câmbio, a tendência é que o volume de importações da economia brasileira seja crescente, sendo que ele cita R$ 2,00 como um patamar adequado para a cotação do dólar.
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Confira a variação do dólar durante os últimos 30 dias:
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