Dólar comercial opera em queda, com aversão ao risco perdendo força nesta sessão

Investidores também ficam atentos à agenda de indicadores econômicos nesta terça-feira e ao início da reunião do Copom

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SÃO PAULO – O dólar comercial opera nesta terça-feira (19) em queda de 0,38%, cotado a R$ 1,584 na venda, com a aversão ao risco perdendo força no mercado após o rebaixamento da perspectiva para a dívida norte-americana na véspera. Os investidores também ficam atentos a agenda de indicadores desta data.

Com a variação desta terça-feira, a moeda norte-americana registra queda de 2,88% neste mês de abril e uma desvalorização de 4,93% desde o início do ano. 

Risco
O clima negativo tomou conta dos mercados e impulsionou o dólar após a agência de classificação de risco Standard & Poor’s ter anunciado na véspera a modificação na perspectiva da dívida norte-americana de estável para negativa, por conta dos problemas fiscais que o país enfrenta.

Entretanto, o sentimento perde força nesta terça-feira, o que pode fazer com que o real volte a ganhar espaço ante ao dólar. Segundo os consultores da LCA, a tendência para o mercado de câmbio nesta sessão é de queda, uma vez que o “recuo da percepção de risco deve devolver o real à sua tendência de apreciação”. A expectativa de novo aumento do juro básico por aqui na próxima sessão também pode atrair recursos estrangeiros.

Indicadores
Destaque também para a agenda de indicadores econômicos desta data, que no âmbito interno tem o primeiro dia da reunião do Copom (Comitê de Política Monetária), novos dados sobre a inflação e sobre o mercado de trabalho.

Na segunda prévia de abril, o IGP-M (Índice Geral de Preços – Mercado) teve leve queda e marcou variação de 0,55%, enquanto que o IPC-Fipe (Índice de Preços ao Consumidor) registrou alta do ritmo de elevação dos preços com taxa de 0,61%. Além disso, a pesquisa mensal de emprego do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) apontou a menor taxa de desemprego para o mês de março desde 2002: 6,5%.

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Externamente, os indicadores sobre o mercado imobiliário norte-americano ganham destaque. O número de casas que começaram a ser construídas em março nos EUA superou as expectativas dos analistas ao indicar 549 mil novas construções. De modo semelhante, as permissões para construção também superaram as projeções ao marcar 594 mil autorizações concedidas.