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SÃO PAULO – Após romper na última sessão com a série de queda que vinha sofrendo, o dólar comercial opera nesta quarta-feira (8) cotado a R$ 1,6830 na venda, leve alta de 0,06%, com o mercado avaliando as possíveis sinalizações do Banco Central e as novas medidas econômicas nos EUA, além de expectativas sobre a decisão relativa à política monetária.
Com a variação desta quarta-feira, a moeda norte-americana registra queda de 1,93% neste mês de dezembro e uma desvalorização de 3,46% desde o início do ano.
BC volta a realizar duas atuações diárias
Depois de algum tempo realizando apenas um leilão diário de compra de dólar no mercado à vista, na última sessão o BC voltou a realizar duas atuações diárias e a moeda norte-americana fechou em alta.
Para os analistas da Prosper Corretora, essa ampliação nas atuações do BC sinaliza que a autoridade monetária não vai permitir que o real tenha uma valorização muito forte frente ao dólar. “O BC tenta mostrar que não vai permitir uma queda acelerada do dólar ante o real”, dizem.
Ainda nesta quarta-feira, a instituição deverá divulgar novos dados sobre o fluxo cambial de novembro, com informações também da posição dos bancos em moeda estrangeira e das reservas internacionais do Brasil. Ademais, os investidores aguardam pela decisão do Copom sobre juro básico.
Medidas nos EUA
O acordo entre a gestão Obama e o Partido Republicano, acertado na última terça-feira, traz também estímulos para a combalida economia norte-americana.
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As medidas, que incluem cortes de impostos sobre a folha de pagamentos e também mexem com os custos de investimentos, devem ter um impacto positivo na economia. Para a equipe de analistas do banco Société Générale, essas medidas devem melhorar as projeções de cresciemento do PIB (Produto Interno Bruto) e também do mercado de trabalho.
Além disso, os analistas do bano francês afirmam que podem ser geradas novas pressões no sentido de desvalorização do dólar. Em contrapartida, as chances de que o Federal Reserve venha a fazer uma nova rodada de estímulos quantitativos fica reduzida.
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Confira a variação do dólar durante os últimos 30 dias:
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