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SÃO PAULO – O dólar comercial inverte o movimento ascendente iniciado na manhã desta sexta-feira (11), operando em leve queda. Contudo, o noticiário corporativo desfavorável traz de volta certa tensão.
Com a fraca agenda de indicadores no plano externo e o início da temporada de divulgação de balanços, cresce a expectativa em relação aos resultados das empresas nos EUA, que podem sinalizar o real efeito da crise do crédito subprime.
Temores
Apesar da expectativa de flexibilização monetária adicional nos EUA, os temores seguem nos mercados. Reportagem do The New York Times diz que o banco de investimentos Merrill Lynch deve registrar mais US$ 15 bilhões em perdas contábeis.
Para Miriam Tavares, diretora de câmbio da AGK Corretora de Câmbio, uma redução mais agressiva do juro básico nos EUA, aliada à manutenção ou ampliação das taxas de juro no Brasil, poderia assegurar o fluxo de investimentos estrangeiros, dado o aumento do spread, lastreando a força do real em relação ao dólar.
Confira as cotações
O dólar comercial está sendo cotado a R$ 1,7540 na compra e R$ 1,7560 na venda, leve baixa de 0,06% em relação ao fechamento anterior. No mercado paralelo, a moeda norte-americana está sendo negociada a R$ 2,0000 na venda, representando um ágio de 14,03% em relação ao dólar comercial.
Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em fevereiro está sendo cotado a R$ 1.758,
leve baixa de 0,14% em relação ao fechamento
de R$ 1.760
da última quinta-feira. O contrato com vencimento em março, por sua vez, opera
em baixa de 0,23%,
atingindo R$ 1.765 frente
a R$ 1.769 do fechamento de quinta-feira.