Publicidade
SÃO PAULO – O dólar comercial opera em forte alta de 1,00%, cotado a R$ 1,6210 na venda. O movimento de valorização da moeda norte-americana continua, com os investidores de olho na saída dos estrangeiros e nos movimentos do mercado de câmbio no exterior, em dia de decisão de política monetária na Europa.
Com a variação desta quinta-feira, a moeda norte-americana registra alta de 3,05% neste mês de maio, porém uma desvalorização de 2,71% desde o início do ano.
Os consultores da LCA destacam que os investidores estrangeiros estão retirando recursos investidos no Brasil, principalmente no segmento de renda variável, fato que estaria contribuindo para a apreciação da divisa norte-americana nas últimas sessões.
A perspectiva, entretanto, é de que esse movimento não seja muito extenso, uma vez que tenderia a motivar os exportadores a trazer para o Brasil receitas que estão no exterior.
Câmbio no exterior
No mercado internacional, o dólar ganha espaço frente ao euro, que é cotado a US$ 1,4695, baixa de 0,88%. Mais cedo, o BCE (Banco Central Europeu) anunciou a manutenção do juro básico na região em 1,25% ao ano, decisão em linha com as expectativas dos analistas.
Neste momento, o presidente da BCE, Jean-Claude Trichet, concede entrevista sobre a decisão. Uma sinalização de aperto monetário na Europa, com o objetivo de conter as pressões inflacionárias, pode servir de impulso para a moeda européia.
Continua depois da publicidade
Ao mesmo tempo, o dólar também ganha terreno frente a libra, que é cotada a US$ 1,6469, baixa de 0,14%. Nesta manhã, também houve decisão de política monetária do BoE (Banco da Inglaterra). A autoridade monetária do Reino Unido também optou pela manutenção da taxa básica de juro e os estímulos monetários.
Indicadores
A agenda de indicadores econômicos domésticos nesta sessão é escassa, e o foco deve ficar por conta dos dados divulgados no exterior. Mais cedo, o Departamento de Trabalho dos EUA divulgou que o número de pedidos de auxílio-desemprego na última semana foi de 474 mil, resultado que decepcionou o mercado. As projeções dos analistas indicavam 400 mil pedidos.