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SÃO PAULO – O dólar comercial opera em queda na manhã desta segunda-feira (13). A moeda norte-americana registra expressiva desvalorização de 0,70% ante ao real, cotada a R$ 1,7050 na venda. Nesta sessão, o mercado volta a registrar ampliação do apetite por risco, repercutindo a política monetária chinesa, enquanto segue atento aos EUA e à Europa.
Com a variação desta segunda-feira, a moeda norte-americana registra queda de 0,64% neste mês de dezembro e uma desvalorização de 2,19% desde o início do ano.
Aumento dos juros na China?
Após o governo chinês divulgar vários indicadores econômicos de novembro no último sábado, o mercado avalia o patamar da inflação e a decisão chinesa de não promover um aumento das taxas de juros.
O aperto monetário na economia chinesa de certa forma não correspondeu às expectativas dos analistas, uma vez que ficou restrito ao aumento dos compulsórios na última sexta-feira e não ocorreu aumento dos juros, medida que era dada como certa por diversos analistas.
Na avaliação dos analistas da Prosper Corretora, o governo chinês sinalizou que o resultado dos indicadores pode ter sido o pico e estaria também associado ao fluxo de ingresso de recursos externos, além da pressão da demanda interna.
Investidores aguardam reunião do Fomc
Nos EUA, na próxima terça-feira acontece a última reunião deste ano do Fomc (Federal Open Market Committee). A expectativa em torno do encontro é grande uma vez que podem ser sinalizados possíveis ajustes do Federal Reserve nas medidas de estímulo quantitativo promovidas para a recuperação econômica.
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Segundo a analista Miriam Tavares, da AGK Corretora, a decisão do Fomc “pode provocar instabilidades ao longo da semana, tanto para o câmbio quanto para as bolsas globais”.
Europa segue na pauta
A crise fiscal européia continua chamando a atenção dos investidores. Para os analistas da Prosper, a sinalização da oposição irlandesa deste fim de semana, que poderá votar contra o pacote de auxílio, se confirmada, deve elevar a aversão ao risco e a demanda por dólar e títulos públicos norte-americanos.