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SÃO PAULO – O dólar comercial segue em valorização frente ao real, diante de um cenário externo instável, mesmo com indicadores favoráveis na agenda desta sexta-feira.
A divisa reflete os efeitos de emissões de recursos para o exterior, feitas pelo setor privado e financeiro com o intuito de compensar a falta de liquidez internacional.
Cenário externo
O indicador de inflação preferido pelo Federal Reserve, o núcleo do PCE, de fevereiro, veio de acordo com o esperado pelo mercado, assim como o Personal Spending.
Entre as notícias negativas que pesam sobre o ambiente internacional estão, entre outras, o resultado de empresas como a construtora residencial KB Home e a dificuldade de financiar operação de compra da Clear Channel.
Inflação
Dentro da agenda interna, apenas o IGP-M de março foi divulgado e somou-se a outros indicadores para elevar as perspectivas de inflação, ao registrar variação de 0,74%.
Leilão do BC
O Banco Central (BC) realizou leilão de compra de moeda à vista, entre 12h25 e 12h35, segundo informações do Depin (Departamento de Operações de Reservas Internacionais). A taxa aceita ficou em R$ 1,7430.
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Acompanhe a cotação
O dólar comercial está sendo cotado a R$ 1,7430 na compra e R$ 1,7450
na venda, alta de 0,46% em relação ao fechamento anterior.
Com a
variação desta sexta-feira, a moeda norte-americana registra alta de 3,19%
neste mês de março, porém uma desvalorização de 1,75% desde o início do ano.
Dólar paralelo permanece em R$ 1,8800
No mercado paralelo, a moeda norte-americana está sendo negociada a R$
1,8800, representando um ágio de 7,86%
em relação ao dólar comercial.