Dólar comercial opera em avanço, após sinais de intensificação da crise

Venda de banco norte-americano por valor abaixo do mercado suscita maior aversão a risco e dólar encontra espaço para subir

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SÃO PAULO – O dólar comercial segue operando em alta nesta segunda-feira (17), dia em que o anúncio da venda do Bear Stearns para o JPMorgan por um preço muito abaixo de seu valor de mercado deu sinais concretos de que a crise de crédito afetou profundamente o sistema financeiro.

Os temores de que mais instituições possam ter sido afetadas de maneira contundente azedaram as negociações ao redor do globo e os investimentos migraram para ativos de menor risco.

Outro dado que contribui para a aversão ao risco é o índice industrial da região de Nova York, o Empire State do Federal Reserve de Nova York, que marcou queda de 22,2 pontos em março, a pior leitura desde que o indicador foi lançado, em julho de 2001.

Mercado interno

Investidores também estiveram avaliando o primeiro superávit comercial das últimas quatro semanas. A balança comercial encerrou a segunda semana de março, que teve cinco dias úteis, com um saldo superavitário de US$ 527 milhões.

Acompanhe as cotações

O dólar comercial está sendo cotado a R$ 1,7220 na compra e R$ 1,7240
na venda, alta de 0,64% em relação ao fechamento anterior.

Com a
variação desta segunda-feira, a moeda norte-americana registra alta de 1,95%
neste mês de março, porém uma desvalorização de 2,93% desde o início do ano.

No mercado paralelo, a moeda norte-americana está sendo negociada a R$
1,9500, representando um ágio de 13,24%
em relação ao dólar comercial.

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Dólar futuro na BM&F

Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em abril opera cotado a R$ 1.732,5, alta de 0,31% em relação ao fechamento de R$ 1.727 da última sexta-feira. O contrato com vencimento em maio, por sua vez, opera em avanço de 0,44%,
atingindo R$ 1.745 frente à R$ 1.737,2 do fechamento de sexta-feira.