Publicidade
SÃO PAULO – O dólar comercial ampliou sua trajetória de alta na tarde desta quarta-feira, diante da manutenção de um quadro de incertezas no cenário externo e da nova atuação do Banco Central no mercado de câmbio.
O início da temporada de divulgação de resultados corporativos referentes ao segundo trimestre nos EUA mostrou números, em geral, abaixo do esperado. Dessa forma, a perspectiva de possível formação de um cenário de estagflação – acelerada inflação e baixo crescimento econômico – aumenta o grau de aversão ao risco dos investidores, com conseqüências negativas para os mercados emergentes.
Internamente, o Banco Central voltou a realizar nesta quarta-feira um leilão de compra de dólares. A autoridade monetária aceitou 13 propostas, com uma taxa de corte de R$ 2,189.
Dólar comercial opera em forte alta
O dólar comercial opera cotado a R$ 2,1940 na compra e R$ 2,1970
na venda, alta de 0,60% em relação ao fechamento anterior. No mercado paralelo, a moeda norte-americana opera negociada a R$
2,3810, representando um ágio de 8,52%
em relação ao dólar comercial.
Com esta alta, o
dólar acumula valorização de 1,48% em julho, frente
à baixa de 1,65% registrada no mês passado.
No ano a desvalorização acumulada da moeda norte-americana
já chega a 5,42%.
Continua depois da publicidade
Dólar futuro na BM&F
também opera em alta
Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em agosto
opera cotado a R$ 2.207,
alta de 0,52% em relação ao fechamento
de R$ 2.195
da última terça-feira. O contrato com vencimento em setembro, por sua vez, opera em alta de 0,68%,
atingindo R$ 2.224 frente
à R$ 2.209 do fechamento de
terça-feira.