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SÃO PAULO – Após sofrer forte disparada pela manhã, impulsionado pelo pessimismo dos mercados, o dólar comercial diminui parte dos ganhos, após nova atuação do Banco Central, mas segue em alta nesta tarde.
Repetindo as intervenções realizadas na véspera, a autoridade monetária realizou mais leilões de contratos de swaps cambiais nesta sexta-feira (24). No total, foram negociados até 70 mil contratos desse tipo, até o começo da tarde.
Além disso, mais um leilão de dólares à vista ocorreu, na tentativa de equilibrar o câmbio, que oscila com as perdas da bolsa.
Mau humor que vem de fora
A sessão marca mais um dia de atenção na divulgação de resultados corporativos ruins. A Samsung, por exemplo, revelou que entre julho e setembro de 2008 obteve um lucro líquido de US$ 870,5 milhões, valor 44% menor do que o registrado no mesmo período do ano passado.
Na Europa, o cenário também não é animador. O governo britânico informou que sua economia, uma das maiores do continente, havia recuado 0,5% no terceiro trimestre deste ano. O PIB (Produto Interno Bruto) não registrava uma variação negativa desde 1992, o que aumentou o pessimismo em relação a uma recessão.
Confira as cotações
O dólar comercial opera cotado a R$ 2,3200 na compra e R$ 2,3220 na venda, forte alta de 1,13% em relação ao fechamento anterior. No mercado paralelo, a moeda norte-americana opera negociada a R$ 2,3000, representando um deságio de 0,86% em relação ao dólar comercial.
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Com esta alta, o dólar acumula valorização de 21,83% em outubro, frente à alta de 16,67% registrada no mês passado. No ano a valorização acumulada da moeda norte-americana já chega a 30,74%.
Dólar futuro na BM&F
Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em novembro opera cotado a R$ 2.315, leve baixa de 0,09% em relação ao fechamento de R$ 2.317 da última quinta-feira. O contrato com vencimento em dezembro, por sua vez, opera cotado a R$ 2.295.