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SÃO PAULO – O dólar comercial opera nesta quarta-feira (15) com leve alta de 0,12%, cotado a R$ 1,699 na venda, com o mercado acompanhando mais uma leva de dados sobre a economia norte-americana e também os novos desfechos da crise fiscal na Europa. Com o aumento da aversão ao risco, os investidores voltam a ver o dólar como uma alternativa de investimento mais segura, elevando a procura pela divisa.
Apesar da variação desta quarta-feira, a moeda norte-americana registra queda de 0,99% neste mês de dezembro e uma desvalorização de 2,54% desde o início do ano.
Para a analista Miriam Tavares, da AGK Corretora, caso os indicadores norte-americanos amenizem o mau humor dos investidores, “o dólar deve subir um pouco mais, principalmente em relação ao euro”.
Mais dados sobre os EUA
Após a sessão de ontem, que trouxe indicadores sobre a inflação e consumo, além da última reunião do Fomc (Federal Open Market Committee), nesta quarta-feira os investidores devem avaliar mais dados da economia norte-americana.
Às 11h30 (horário de Brasília), o Departamento de Trabalho dos EUA vai divulgar dados sobre a inflação ao consumidor em novembro, além do Federal Reserve de Nova York publicar o NY Empire State Index de dezembro, indicador que mede o nível da atividade industrial no referido estado.
Pouco depois, às 12h15, os investidores ficam atentos a mais dois indicadores: Industrial Production, que tem como intuito medir o nível de atividade industrial nos EUA, e Capacity Utilization, que mede o nível de utilização da capacidade industrial nos EUA, ambos referentes ao mês de novembro. Finalizando a agenda, às 13h30 serão conhecidos os estoques de Petróleo norte-americanos.
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Crise na Europa continua
A crise fiscal no Velho Continente, que vinha saindo um pouco do foco dos investidores, voltou a ganhar força com o noticiário da manhã desta quarta-feira. A agência de classificação de risco Moody’s colocou em revisão o rating da Espanha para possível corte, em relação tanto aos títulos denominados em moeda local como também em moeda estrangeira.
Segundo a agência, os principais motivos para a revisão derivam da vulnerabilidade do país por conta da alta necessidade de refinanciamento em 2011, a qual foi amplificada pela falta de confiança do mercado no país.