Dólar comercial opera em alta com mercado atento aos rumos na Europa

Reunião de líderes da União Europeia decidiu capitalizar o BCE e criar um mecanismo financeiro de segurança para o euro

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SÃO PAULO – O dólar comercial opera em alta de 0,47% nesta sexta-feira (17), cotado a R$ 1,710  na venda, com o mercado mais uma vez focado na Europa. No cenário interno, o mercado segue repercutindo a ata da última reunião do Copom (Comitê de Política Monetária do Banco Central).

Apesar da variação desta sexta-feira, a moeda norte-americana registra queda de 0,23% neste mês de dezembro e uma desvalorização de 1,79% desde o início do ano. 

Europa segue em foco
Nesta sessão, a crise fiscal europeia continua como destaque para os mercados globais. Depois de colocar o rating soberano da Espanha em revisão – para possível rebaixamento –, agora a agência de classificação de risco Moody’s cortou o rating da Irlanda de Aa2 para Baa1 e também revelou perspectiva negativa para esta nota.

Segundo a Moody’s, o rebaixamento ocorreu em função da cristalização dos passivos bancários, bem como a maior incerteza em relação ao cenário econômico para o país. Ademais, a agência citou o declínio da saúde financeira do governo irlandês. “A perspectiva negativa para o rating é baseada em nossa visão de que a solidez financeira do governo pode se deteriorar, caso o crescimento econômico seja mais frágil que o atualmente projetado”, apontaram os analistas da agência de risco.

Além disso, a reunião de líderes da União Europeia, que termina nesta sexta-feira, decidiu capitalizar o BCE (Banco Central Europeu), bem como criar um mecanismo financeiro de segurança permanente até 2013, que seria acionado apenas quando indispensável para a estabilidade do euro.

Estados Unidos e Brasil
Depois de sessões repletas de indicadores econômicas, a semana termina com uma agenda relativamente tranquila nos EUA. Nesta sexta-feira, apenas um indicador de peso será divulgado: às 13h00, o Conference Board vai publicar o Leading Indicators de novembro, relatório que compreende vários índices já divulgados.

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Por aqui, o relatório sobre o nível de emprego feito pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) entra em foco, mostrando a taxa de desemprego em 5,7%, ainda no menor nível desde 2002. Ademais, a ata da última reunião do Copom (Comitê de Política Monetária), divulgada na sessão anterior, segue sendo o principal fator de influência interna para os investidores. A interpretação dos analistas é de que a autoridade monetária claramente sinalizou para um aumento dos juros em 2011, mas não há consenso sobre o momento em que seria feito esse ajuste.

Segundo o economista Julio Hegedus, da InterBolsa Brasil, a ata do Copom “não apontou o início do ciclo de aperto monetário, embora tenha deixado nas entrelinhas a certeza de que teremos aperto em algum momento a partir de 2011”.